Próxima etapa, Internet: a construção de um espaço digital cooperativo.

Por Nathan Schneider

Originalmente publicado: Cooperative Business Journal.

Tradução e adaptação*: Juliana Loyola e Matheus Queiroz

Descobri que, para uma parte considerável das pessoas que participam das cooperativas estabelecidas nos Estados Unidos, a internet ainda é considerada uma espécie de invasão alienígena, uma sempre desconcertante fonte de problemas. Juntamente com o incômodo de construir e manter um site, a internet trouxe novos concorrentes, especialmente startups de risco que amam nada mais que disromper os tipos de papéis que os intermediários exercem nas cadeias de valor, nas quais, cooperativas mantiveram seus nichos por décadas. E muitas cooperativas parecem ficar presas nessa corrida, buscando se recuperar. Elas compram o software mais recente e contratam consultores caros, mas nunca é suficiente. As disrupções sempre continuam chegando.

De qualquer forma, a busca incessante por vantagens competitivas nunca foi o caminho em que as cooperativas se saíram melhor. Elas apresentam sua melhor performance quando estão fazendo outro tipo de negócio, quando estão encontrando valor que investidores “convencionais” não veem. Quando o objetivo é atender às necessidades que Wall Street não se se preocupa em descobrir como atender.

Isso é o que uma nova geração de empreendedores cooperativos está fazendo. Gostaria de apresentá-los a alguns deles e como eles estão fazendo para recuperar a Internet das mãos dos investidores de risco e aspirantes a monopolistas.

Eles estão deixando os valores e princípios do cooperativismo orientá-los para uma nova visão da economia na Internet. Ao mesmo tempo, também estão redescobrindo as vantagens competitivas da cooperação — antigas estratégias que impulsionaram esse modelo nas gerações passadas, mas que foram facilmente esquecidas.

Primeiramente, vamos fazer uma incursão na mente de um dos nossos eminentes senhores feudais da Internet. Em Fevereiro de 2017, como CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, postou um manifesto chamado “Building Global Community”. “No último ano”, escreveu ele, “a complexidade dos problemas que vimos superou nossos processos existentes para governar a comunidade.”

Notavelmente, ele admitiu que não poderia governar uma plataforma compartilhada por bilhões de pessoas a partir da sabedoria de sua própria mente. Assim, ele clamou por algo que quase soa como uma democracia: “Construir uma comunidade global inclusiva exige estabelecer um novo processo, para que os cidadãos de todo mundo participem da governança comunitária. Espero que possamos explorar exemplos, de como a tomada de decisões coletivas pode funcionar em larga escala”.

À medida que a autocracia e a oligarquia encalharam, ele voltou-se relutantemente para a democracia, anunciando-a como uma última atualização de software. Devemos ou não lhe dizer que as cooperativas têm praticado formas de tomada de decisão coletiva em escala há algum tempo? Talvez esses empreendedores cooperativos tenham algo para ensiná-lo. Ou talvez eles consigam fazer o que os “donos”, os investidores do Facebook não conseguem.


Inovação do Modelo de Negócios

Os designers da Internet não se propuseram a construir uma infraestrutura para o compartilhamento de memes de gatinhos nas redes sociais monopolizadas. Paul Baran, que inventou o sistema de “comutação de pacotes” pelo qual os memes dos gatinhos e tudo mais viajam de servidor para servidor, estava preocupado com um ataque de mísseis soviéticos. Nos anos de 1960, Baran trabalhou para a RAND Corporation, ajudando a construir a ferramenta de comunicação militar que mais tarde evoluiria para a internet civil. O sistema dependia de uma colaboração complexa entre os pares para evitar qualquer ponto de falha único e vulnerável.

Sistemas radicalmente centralizados, como o Facebook, representam um desvio da estrutura subjacente da rede. Eles surgiram não por razões técnicas, mas econômicas, para entregar os lucros exigidos pelos primeiros investidores. Centralizar o esquema distribuído de Baran tem sido um processo gradual e caro. Muito mais próximas ao design da Internet são organizações que definem padrões, como o World Wide Web Consortium, que equilibra as necessidades das diversas partes interessadas. A internet, assim como uma cooperativa, é construída para ser uma federação.

Repetidas vezes vemos práticas antigas de cooperativas serem imitadas no mundo on-line. Observe as maravilhas do financiamento coletivo (crowdfunding), que permitem que empresas e produtos sejam lançados sem a necessidade de empréstimos ou investidores em busca de lucros. Muito bem, as cooperativas foram o crowdfunding original. Quando as pessoas precisavam de algo que o mercado não oferecia, juntavam seu dinheiro e construíam uma cooperativa para fornecê-los, com algo a mais do que um “Kickstarter” pode oferecer: propriedade e responsabilidade. Cerca de metade das residências dos EUA são associadas do “Amazon Prime”, o que proporciona conveniência aos clientes e lealdade à empresa, mas novamente sem propriedade compartilhada e responsabilização para respaldá-la. Os gigantes da internet estão conseguindo uma imitação pálida do que as cooperativas têm no seu DNA.

Contudo, a tecnologia acrescentou algo novo. Quando falamos sobre a economia on-line não estamos falando apenas de slapping websites nos modelos de negócios existentes. As reais disrupções foram maiores do que a do comércio eletrônico e estão acontecendo através de plataformas. As plataformas são um tipo de modelo de negócio que a Internet superalimentou: mercados multilaterais que geram valor por meio de interações entre usuários, não apenas pelo que a empresa fornece a eles. Os exemplos canônicos e mais usados são plataformas como Airbnb, a rede de hotéis que não possui hotéis, e Uber, a empresa de táxi que não possui carros.

Mais uma vez as cooperativas chegaram primeiro. Quando as cooperativas elétricas rurais estavam se formando nos EUA na década de 40, elas dependiam da colaboração de seus membros e do patrimônio líquido para construir um ativo compartilhado. As cooperativas de marketing permitiram que os produtores independentes definissem os termos nos quais vendiam e até competiam. Durante décadas as cooperativas sociais italianas mantiveram mercados equilibrados entre cuidadores e pacientes que possuíam suas empresas juntos.

No entanto, com o tempo, muitas cooperativas se conformaram aos modelos de negócios de seus concorrentes corporativos. Concentraram-se no valor que as cooperativas podem oferecer aos membros e não nas interconexões imprevisíveis que podem facilitar. É mais serviço do que compartilhamento. A ascensão das plataformas online apresenta-se assim, como uma disrupção assustadora, quando deveria ser uma oportunidade para as cooperativas assumirem a liderança.

As plataformas que são propriedade de investidores têm sido criaturas ambivalentes. Entram as conveniências da Amazon e saem as dos varejistas locais, onde as cooperativas conseguiram prosperar. Entra a flexibilidade das plataformas da gig economy como TaskRabbit, e saem as proteções e benefícios que os trabalhadores lutaram durante séculos para alcançar. Desigualdade e conglomeração em escala acelerada. Não há como voltar atrás. Os benefícios são irresistíveis demais. Mas, e se as cooperativas pudessem enfrentar essa disrupção com seus próprios termos e suas próprias forças? E se elas investissem em uma nova geração de inovação cooperativa?

O Vale do Silício gosta de nos fazer acreditar que inovação é resultado de sua fórmula dirigida por investidores. Mas quando você olha para muitas das empresas mais bem sucedidas de lá, observa-se que não começaram com uma invenção miraculosa. Do GPS por trás do Uber ao algoritmo de pesquisa original do Google, a tecnologia geralmente vem de pesquisas financiadas com recursos públicos, do governo e das universidades. A magia do Vale do Silício está mais em criar uma interface perfeita e os meios para monetizá-la.

De acordo com Fred Wilson, um renomado investidor da Union Square Ventures: “a inovação do modelo de negócios é mais disruptivo que a inovação tecnológica”. Quais inovações o modelo cooperativo pode oferecer?


A ascensão do cooperativismo de plataforma.

Eu tenho realizado abstrações até o momento e por favor me perdoe por isso, o que estou falando não é uma abstração. Percebi o potencial que os negócios cooperativos poderiam ter para reinventar a economia on-line não através de reflexões teóricas, mas como repórter, percebendo como as pessoas já estavam fazendo isso acontecer.

Comecei por volta de 2014, atrás da fanfarra e da controvérsia em torno das plataformas de “economia compartilhada”, como o Airbnb e o Uber. Através de startups que estavam tentando construir uma economia de compartilhamento real, o que geralmente significava adotar modelos cooperativos que estavam trabalhando de forma isolada, sem conhecerem uns aos outros, com muito pouco em termos de orientação ou financiamento cooperativo para apoiá-los. Mas lá estavam. No final daquele ano, eu estava publicando sobre o que havia encontrado e uma de minhas fontes, o professor de mídia da The New School, Trebor Scholz deu um nome a tudo isso: “cooperativismo de plataforma”. No ano seguinte organizamos a primeira conferência sobre o assunto em Nova York e mais de mil pessoas vieram. Até mesmo o The Washington Post a chamou de “um enorme sucesso”. Algo real estava de fato acontecendo.

No começo tínhamos a ideia de que poderíamos simplesmente copiar os Ubers e os Airbnbs do mundo, colocar um rótulo cooperativo em ação e o mundo mudaria. No entanto, quanto mais eu vejo esse ecossistema de cooperativas de plataforma crescer, mais me empolgo com a forma como a cooperação permite que essas empresas façam as coisas de maneira diferente. A propriedade cooperativa não é apenas uma mutação complementar é outro tipo de genoma.


Qualidade e não monopólio.

Uma das primeiras e mais bem-sucedidas cooperativas de plataformas é a Stocksy United, uma plataforma de fotografia canadense de propriedade dos seus fotógrafos e funcionários. Seus fundadores eram executivos de uma plataforma muito maior, que concluíram que o fato de a propriedade ser dos investidores estava prejudicando os fotógrafos e prejudicando a qualidade de seu trabalho. Os fundadores perceberam que, se sua startup fosse de responsabilidade dos fotógrafos, poderiam priorizar a qualidade. Depois de apenas alguns anos a empresa está prosperando em uma indústria bastante concorrida .

“Igualdade, respeito e distribuição justa dos lucros.”

Imagem extraída de Stocksy.com

A Stocksy também quebra uma regra fundamental para startups de tecnologia: você deve escalar a todo custo. Os mil proprietários fotógrafos têm sido cautelosos em acelerar seu crescimento. Eles não querem diluir o que oferecem. Estão crescendo mas apenas no seu próprio ritmo, de forma muito mais lenta do que poderiam. Eles estão fazendo suas próprias regras.


Controle sobre o que é nosso

Tornou-se um contrato social implícito na vida on-line que: em troca de serviços úteis como o Gmail e o Uber, abrimos mão de muitos dados sobre nós mesmos para sabe-se lá quem, para sabe-se lá o que. Entretanto, para as cooperativas de plataforma essa troca desigual (trade-off) tende a desaparecer. Os usuários realmente podem ser os proprietários dos seus dados do início ao fim. Não há mais a necessidade de todos aqueles divertidos contratos jurídicos escondidos e que ninguém lê.

“Propriedade dos cidadãos — sem fins lucrativos — transparente.”

Imagem extraída de Midata.coop.

A MIDATA, por exemplo, é uma cooperativa suíça de dados médicos pessoais financiada pelo uso voluntário desses dados para pesquisas médicas. Os usuários obtêm um repositório sobre o qual eles têm controle total.

“Somos de propriedade dos pacientes”.

Imagem extraída de Savvy.coop

A Savvy Cooperative, com sede em Nova York, é uma plataforma na qual pesquisadores e startups médicas podem beneficiar-se das experiências dos pacientes nos termos deles, já que os mesmos são os proprietários.

“Transforme seus dados em lucro.”

Imagem extraída de GiCS.coop

Os fazendeiros estão fazendo algo semelhante através da Grower Information Services Cooperative, o que lhes permite beneficiar-se dos dados que suas máquinas, cada vez mais computadorizadas, produzem na sua produção, sem renunciá-los em benefício de terceiros.


Associação e não centralização.

O Social.coop traz esse tipo de controle do usuário para as redes sociais. É um experimento pequeno que opera uma alternativa de código aberto chamada Mastodon, um sistema federado no qual as pessoas podem manter seus dados com um provedor que eles conhecem e confiam, enquanto ainda interagem com a rede mais ampla. Redes sociais federadas como essa são ótimas para privacidade, essa tecnologia existe há algum tempo. Eles simplesmente não tinham um modelo de negócio, já que os investidores têm muito a ganhar com redes altamente centralizadas. Portanto, cooperativas são especialmente adequadas para mudar esse cenário.

“Abra suas finanças para sua comunidade.”

Imagem extraída de Open Collective.

Social.coop é incomum de várias maneiras. Não é legalmente constituída, ao invés disso opera através da Open Collective, uma plataforma cooperativa que permite que grupos de pessoas em qualquer lugar possam coletar e distribuir dinheiro sem utilizar sua própria conta bancária.

A contabilidade no Open Collective é pública, para todos verem e inspecionarem. Os membros do Social.coop tomam decisões sobre como usar esses recursos através da Loomio, uma plataforma de tomada de decisões construída por uma cooperativa de trabalhadores, sediada na Nova Zelândia. A maioria deles bem como nós, nunca se encontraram pessoalmente. Nós construímos através da transparência a confiança que precisamos para cooperar


Confiar em uma rede sem confiança.

Quando o sistema monetário digital Bitcoin apareceu pela primeira vez em 2009, prometia a possibilidade de transações “sem confiança”, sob pseudônimo, em uma rede que não dependia de autoridades centrais, como a Visa ou o Banco Central. Empresas como a Goldman Sachs e Walmart estão agora adotando a tecnologia subjacente: “blockchain”. Assim como as cooperativas de crédito. Um projeto chamado CU Ledger usa a tecnologia blockchain para melhor gerenciar, proteger e compartilhar dados sobre as identidades dos membros das cooperativas de crédito. Ou seja, as cooperativas de crédito estão aplicando a tecnologia do Bitcoin para propósitos quase opostos ao que os outros têm em mente: construir confiança institucional e colaborar melhor.

À medida que a economia ao redor da tecnologia blockchain cresce as cooperativas podem estar posicionadas para desempenhar um papel vital. O RChain, por exemplo, é construído com base na suposição de que o modelo cooperativo pode resolver alguns dos gargalos técnicos que o Bitcoin e seus primos enfrentaram. Em Berlim, a Seedbloom está construindo uma plataforma de financiamento coletivo (crowdfunding) para cooperativas e empresas orientadas à ética da copropriedade e da economia colaborativa, utilizando a tecnologia blockchain. Este mesmo grupo já ajudou no desenvolvimento da Resonate, uma cooperativa de streaming de música, co-controlada, através da sua própria rede blockchain, por fãs e músicos.

A Moeda, que está iniciando no Brasil, é uma cooperativa que utiliza blockchain para ajudar os sindicatos de crédito a ampliar a inclusão financeira e sustentar seu próprio crescimento.

“Um sistema bancário cooperativo empoderado pela tecnologia Blockchain, construído para todos.”

Imagem extraída de Moeda.in

Capital de risco como um banco cooperativo.

Para que o ecossistema cooperativo de plataforma cresça, ele terá que desenvolver seus próprios meios de financiamento, exatamente como os setores cooperativos do passado fizeram. Já começamos a ver desenvolvimentos como a Purpose Ventures, um novo fundo projetado para crescimento a longo prazo das suas startups e não para apenas vendê-las por um “dinheirinho” rápido. É compatível com cooperativas em alguns aspectos, assemelha-se a um banco cooperativo antiquado.

O velho e o novo se juntam. Eles convergem. Precisam um do outro. Um dos desenvolvimentos mais importantes dos últimos anos tem sido ver os veteranos das cooperativas começarem a abraçar e apoiar essa nova geração.


Isso já foi feito antes.

As condições que deram origem à cooperação no passado estão surgindo com novos disfarces, os trabalhadores mal conseguem se locomover em plataformas “gig” ou os clientes não têm certeza se podem confiar nas empresas que, entretanto, confiam. Não é suficiente as empresas digitalizarem modelos de negócios existentes. Precisamos de modelos de negócios cooperativos projetados em rede e para um mundo em rede.

No entanto, devo confessar que quando estou em uma sala cheia de líderes, em grandes e estabelecidas cooperativas, não tenho certeza se essas inovações virão deles. Aposto que a maioria deles concordariam. Mas o que precisamos também não virá vem das pequenas plataformas experimentais que mencionei. Eles não são suficientes. Nós precisamos de ambos. Precisamos de mentores cooperativos experientes para apoiar os novos empreendedores cooperativos que estão assumindo o risco e que ajudarão a manter vibrante esse setor.

Como isso pode acontecer? Primeiro, é preciso que seja mais fácil para as startups enxergarem o modelo cooperativo como uma opção viável, através de incubadoras cooperativas e capital inicial orientados para a tecnologia, bem como para as comunidades de startups existentes. Em segundo lugar, as cooperativas estabelecidas podem encontrar maneiras de reunir seus fundos para investir em novas cooperativas promissoras e então dividir os dividendos de volta para seus membros. Precisamos identificar as ferramentas de financiamento e de política para ajudar as plataformas existentes a converterem-se em cooperativas. Muitas plataformas on-line das quais dependemos estão presas tentando atender às demandas dos investidores, quando deveriam ser responsáveis perante seus usuários.

Eu sou um repórter, então não gosto de fazer previsões, porém com base nos experimentos, notei alguns padrões que podem tornar-se mais comuns nas cooperativas que estão por vir.

Elas criarão valor não apenas com os serviços que oferecem aos membros, mas com as conexões que eles permitem entre os membros. Sua especialidade será fomentar a confiança em redes sem confiança, federando comunidades locais em todo o mundo. Construirão o longo legado cooperativo com formas de governança on-line que são mais transparentes do que a concorrência e do que o passado das cooperativas.

Os softwares livres e dados abertos poderão ajudar as cooperativas digitais a cooperarem umas com as outras mais profundamente do que nunca. As cadeias de suprimento abertas exibirão para os clientes em potencial o comprometimento com o fornecimento na mais alta qualidade. Se estiverem fazendo seu trabalho corretamente, maior transparência só tornará o diferencial de cooperação mais evidente. E esse diferencial é importante.

Encontro mais e mais pessoas, o tempo todo, que estão mais atentas para a ideia de cooperação, não porque já trabalharam para cooperativas ou estudaram a história das mesmas. Estão porque querem uma economia on-line menos monopolista, com maior escala humana, mais sustentável e mais digna de ser sustentada. Uma internet cooperativa pode parecer utópica, mas de qualquer maneira, há esperança por ela.

Eu não acho que seja um sonho tão exagerado. As cooperativas trouxeram eletricidade para a América rural quando ninguém fez. Ajudam milhões a comprarem casas. Foram pioneiros no renascimento orgânico local e nos meios de fornecer produtos de comércio justo em todo o planeta. Agora temos a internet. Já fizemos isso e podemos fazer novamente, melhor do que antes.


*Os links inseridos ao longo do texto, bem como as imagens e a facilitação gráfica não fazem parte da publicação original.