M.A.M.I.: Musea do futuro retrata luta das mulheres pela queda do patriarcado na América Latina

Coding Rights
Mar 3 · 3 min read

Criada coletivamente e situada no ano de 3020, a musea M.A.M.I. reúne diversas obras, memes e performances da cultura popular feminista criadas para enfrentar as violências do patriarcado extinto no século XXI

A M.A.M.I. é uma musea de arte e arqueologia que desde os dias de hoje preserva obras da cultura popular feminista do milênio passado, época em que as entidades vivas ainda se discriminavam, não só entre espécies, mas também por razões de gênero, raça, orientação sexual, corporalidade e outras formas de opressões. Para visitar a M.A.M.I., você deve possuir um dispositivo com conexão à Internet. As visitas podem ser feitas em qualquer dia da semana, sem marcação prévia em: http://museamami.org

As peças contidas na M.A.M.I datam de mais de 1000 anos atrás, no final do século XX, quando feministas produziram diferentes expressões criativas como práticas de resistência ao patriarcado e aos horrores do machismo. Hoje, no ano de 3020, essas formas de discriminação e violência podem parecer primitivas e até inexistentes, mas é importante lembrar para que nunca mais se sinta a vergonha universal que nosso planeta tinha diante dos outros companheiros do cosmos.

M.A.M.I é um acrônimo que pode ser usado de várias maneiras e livremente, tais como Musea Arqueológica do Machismo Imemorial, Musea de Antiguidades Misóginas Incríveis, Musea Interativa Anti Machismo, Musea de Arte Moderna e Insubordinada, Musea Autônoma de Mulheres Intergalácticas…

A Musea M.A.M.I. foi apresentada publicamente pela primeira vez em 19 de fevereiro, no Dia Internacional Da Caída do Patriarcado. Consideramos que esta data coincide com a vontade política e impulso estético que rege a missão da nossa instituição na busca de manter vivas as memórias da resistência feminista ao longo da história e principalmente no passado longínquo do milênio passado.

A coleção e como participar

A coleção da M.A.M.I. está permanentemente aberta a novas incorporações. Se você tem algum trabalho ou atua como arqueóloga do último milênio, pode colaborar com a coleção.

As obras da M.A.M.I. são arquivos digitais, classificadas de acordo com o tipo de violência sexista que documentam e contra-argumentam. A M.A.M.I. permite que você faça vários passeios, já que as salas da musea são construídas e desconstruídas de acordo com os interesses que incentivam a visita à sua coleção. São diferentes categorias, temas, formatos e sensações às quais os trabalhos respondem. Você também pode visitar a musea a partir das propostas de curadoria.

Quem fez

A Musea M.A.M.I. surge como um projeto coletivo a partir do trabalho criativo de cerca de 15 companheiras viajantes do tempo de diferentes países de Abya Yala que, no remoto ano de 2017, se encontraram em Santiago, Chile, em um workshop facilitado por Lucía Egaña, Joana Varon e Paz Peña, para pensar em diferentes maneiras de responder à violência patriarcal cotidiana, estrutural e na Internet.

As parceiras que participaram deste processo e hoje fazem parte do Matronato da M.A.M.I. são Anamhoo, Kalogatias, Fer Shira, Larissa Santiago, Juliana, Liliana Zaragoza Cano, Maka, Rocío Venegas, Shariana Ferrer, Senoritaugarte, Steffania Paola, Yela Quim, Yoselin Fernandez, Daniela Maldonado, Amarela, Valeria Antezana. Esta reunião de concepção da M.A.M.I foi realizada pela Coding Rights, com apoio logístico da Direitos Digitais e apoio financeiro da Hivos.

Visite a M.A.M.I. em http://museamami.org

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