Estoicismo Diário #191 — Os resultados são um bônus, não o objetivo
"Ame a nobre arte que você aprendeu e repouse nela. Passe pelo resto do seu dia como alguém que confia totalmente todas as posses aos deuses, fazendo de si nem tirano nem escravo das outras pessoas."
— Marco Aurélio
Pense em comediantes famosos, pessoas como Chris Rock, que têm o costume de ir a clubes de comédia com uma lista de piadas e se apresentar altas horas da noite para uma platéia reduzida.
Eles são ricos. Eles já têm fama. Por que eles iriam perder tempo em um clube para se apresentar por 30 minutos?
Porque eles são artesãos. E artesãos sempre estão refinando as suas habilidades.
Esses comediantes sobem nesse palco para testar novas piadas, ideias e coletar o feedback imediato, mesmo que seja o silêncio total. Eles fazem isso porque amam praticar e refinar a própria arte.
Marco Aurélio não sugere que você largue tudo e vá “viver sua paixão”. O que ele sugere é que você desenvolva a mentalidade do artesão — que, assim como esses comediantes, aprecie o processo e não o resultado. O que vier, seja bom ou ruim, é um bônus.
Aplicação pessoal
Cal Newport escreveu um livro chamado So Good They Can't Ignore You. A premissa do livro é: por que seguir sua paixão é um péssimo conselho e como amar o trabalho que você faz.
O que Cal argumenta no livro todo é justamente o que Marco Aurélio sugeriu: você precisa desenvolver a mentalidade do artesão e criar um capital de carreira.
Com o capital, você pode obter vantagens e, por fim, criar o trabalho que ama. E não esperar que o universo vá lhe iluminar e lhe presentear com um trabalho baseado em uma paixão que não é pré-existente.
Para amar algo, precisamos apreciar o processo, não os resultados.
Inicialmente, seremos péssimos em tudo, mas o tempo e a prática nos tornam confiantes. Se considerarmos apenas os resultados, jamais nos dedicaremos por mais de 15 minutos porque tudo vai ser uma verdadeira porcaria. (Você não quer ver os meus textos mais antigos do Medium ou o os primeiros pens que fiz no Codepen.)
Para amar algo precisamos nos dedicar a esse algo. Sejam pessoas, um hobby ou um trabalho.
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