Estoicismo Diário #210 — O remédio para o Eu

Ou uma sugestão para diminuir a ansiedade

"A pessoa que tem praticado a filosofia como uma cura para si mesmo se torna grande em sua alma, cheia de confiança, invencível — e maior, à medida que se aproxima." 
— Sêneca

Não sei com certeza a intenção de Sêneca com essas palavras, mas, talvez, ele estivesse falando sobre como mudamos à medida que progredimos na vida. Desenvolvemos boas características e também maus hábitos.

Quando a dor provocada pelo lado negativo se torna maior do que nossa capacidade de aguentá-la, tendemos a buscar ajuda. Talvez de um terapeuta, talvez um grupo de pessoas com problemas similares, talvez com alguém que esteja disposto a nos ouvir.

Mas de todas as opções, existe uma que raramente contemplamos: a filosofia.

Filosofia pode ser um guia para superar esse lado negativo e restabelecer o equilíbrio interior. Não é à toa que o estoicismo é a base da terapia cognitivo-comportamental.

Filosofia não vai magicamente curar uma neurose ou um problema mais sério, contudo, ela vai lhe ensinar a evoluir como ser humano e aceitar o que você não pode mudar. Às vezes, isso é o bastante para ajudar alguém a ver uma luz no fim do caminho.

Aplicação pessoal

Hoje parece ter sido um dia planejado por Murphy e pelo roteirista de The Thing. Meu lado auto-destrutivo veio à tona, assim como meus medos e um coquetel de desespero com direito a um guarda-chuvinha.

Não vou mentir, fiquei em posição fetal por horas contemplando o que parecia ser *o fim*, fazendo paralelos da minha vida com o inferno de Dante. (Lasciate ogne speranza, voi ch’intrate.) Eu sei que não é útil me entregar a esses sentimentos, mas às vezes não consigo evitar, eles vêm e pronto, fodeu. Como disse um professor meu, senta e chora.

Nos piores momentos, me esforço para lembrar o que a filosofia ensina: eu não tenho controle sobre o mundo, logo, não preciso me estressar porque não irei mudá-lo. Só preciso continuar jogando com as cartas que receber.

Ao lembrar que você tem controle sobre poucas coisas (apenas sua mente, na verdade) você começa a se libertar das influências do mundo externo. E as expectativas em relação ao mundo externo que causam ansiedade.



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