Estoicismo Diário #227 — A corte suprema da mente

Ou como desenvolver um caráter invejável

"Isto pode ser facilmente ensinado com poucas palavras: virtude é a única coisa boa; não existe um bem certo sem virtude; e a virtude reside na nossa parte mais nobre, a nossa parte racional. E o que essa virtude é? Julgamento firme e verdadeiro. Disso emergirá todo impulso mental e por isso toda a aparência que estimula nossos impulsos será tornada clara." 
— Sêneca

Para os estóicos, não existe bem e mal, apenas os nossos julgamentos sobre o mundo. Mas existe algo que sempre será inegavelmente positivo: a virtude. Usando as palavras de Marco Aurélio para traduzir "virtude" em algo menos abrangente: honestidade, justiça, verdade, coragem e auto-controle.

Pense nas pessoas cujo caráter é invejável e parece marcado em pedra. Sempre confiáveis, sempre decididas. Sempre. Elas não são honestas por conveniência, elas são honestas por escolha (e consistência).

Em cada momento temos a oportunidade de fazer algo positivo ou negativo. Repetidamente escolher bem é o que diferencia alguém de caráter fraco de alguém que consideramos como exemplo. Não se deixe enganar pelo brilho de algo, confie no seu julgamento e faça o que achar correto.

Quando entregar suas decisões à parte mais nobre da sua mente (seu lado racional, guiado por logos), você exercitará as virtudes estóicas. E, no fim, se tornará a soma das suas ações.

Aplicação pessoal

Theodore Roosevelt é uma das pessoas mais reverenciadas na história dos Estados Unidos da América. Bravo, corajoso e difícil de derrubar. Mas a adoração a Roosevelt não surgiu por causa dessas características, surgiu porque elas se repetem em todas as histórias contadas sobre sua vida.

Quando era criança, Theodore sofria de asma. Para melhorar sua resistência pulmonar, ele começou a fazer exercícios em casa. Na juventude, tinha uma péssima constituição física, então começou a praticar boxe por sugestão do pai. Ao perder sua esposa e mãe no mesmo dia, decidiu criar gado — ao invés de se entregar à dor sem fim, ele seguiu em frente.

Também podemos nos tornar pessoas como as que admiramos, só precisamos fazer o que elas fizeram:

  1. Ter clareza de julgamento (escolher a virtude e não o vício).
  2. Ser consistentes com as boas escolhas.


Quer receber um email por semana com dicas, reflexões, meditações e textos? Clique aqui e informe seu email