Estoicismo Diário #119 — Você não é o centro do universo

Ou o benefício de olhar as estrelas

"Veja as estrelas em seu curso e imagine a si mesmo correndo com elas. Pense constantemente nas mudanças dos elementos e na combinação entre eles, porque tais pensamentos levam a poeira da vida terrena."
— Marco Aurélio

O cosmologista Neil DeGrasse Tyson explicou que o ato de olhar as estrelas e adquirir consciência do cosmos gera emoções complicadas.

Olhar para o céu faz com que tenhamos consciência de quão pequenos e irrelevantes todos nós somos e, ao mesmo tempo, como estamos conectados a tudo, como somos parte de algo muito maior e complexo.

Mas vivendo nos nossos corpos limitados todos os dias e mal olhando para cima, é fácil achar que o mundo gira em torno de nós.

Uma forma rápida de superar esse viés é observar a natureza — as coisas muito maiores do que o ser humano.

Observar a beleza do mundo e do universo é um antídoto para as coisas pequenas do dia-a-dia que se disfarçam de importantes (e também para nosso ego porque ele não é tão importante quanto gosta de pensar).

Aplicação pessoal

Um estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology afirma que ao nos sentirmos diminuídos por algo — arte, religião, natureza, cosmos, música — deixamos de ser aut0centrados e passamos a focar o bem comum.

Olhar além de nós mesmos faz com que as mesquinharias do dia-a-dia percam o sentido e deixem de ocupar tanto espaço na mente.

Quando estiver se sentindo esmagado(a) pela rotina ou pelo trabalho ou quando se achar muito importante, olhe pela janela e contemple o céu — é grátis! Perceba que somos apenas um grão de poeira no meio do todo.

Porque o mundo, como disse Sêneca, é um enorme templo para todos os deuses.