Estoicismo Diário #59 — Retornando ao domínio da razão

"A alma é como uma tigela com água e nossas percepções são como os raios de luz sobre a água. Quando a água está turbulenta, parece que a própria luz também se move, mas ela não se moveu. Quando uma pessoa perde a cabeça, não são as virtudes ou as habilidades que estão turbulentas, mas o espírito no qual elas existem, e quando o espírito se acalma, tudo se acalma."
— Epictetus

Eu faço besteira. Você faz besteira. Somos humanos, faz parte da nossa natureza errar e, às vezes, perder a cabeça.

Quando nossa mente se perturba, nossas percepções se alteram, mas isso não significa que o que sabemos — a filosofia que conhecemos — mudou. Nosso espírito se alterou, mas a nossa razão continua presente. Ela não nos abandonou, nós que a abandonamos.

Por pior que seja o momento, por pior que estejamos nos sentindo, nossa razão continua presente, esperando que voltemos a ela.

Em qualquer momento de raiva ou desespero, tudo o que conhecemos continua presente — nossa essência não mudou, apenas foi temporariamente abandonada. Precisamos apenas achar o caminho de volta e recuperar o equilíbrio.

Aplicação pessoal

Parar. Respirar. Reencontrar o ponto de equilíbrio.

O que os estóicos pedem é facilmente encontrado em uma prática diária de meditação. Deixar os pensamentos irem e virem, sem se apegar, e focar em algo do momento, normalmente, a respiração. Trazer a mente para o momento presente nos afasta dos pensamentos nocivos.

Além da meditação, a regulação emocional também ajuda a recuperar o controle em momentos de nervosismo. Reconhecer o sentimento, não negá-lo nem contê-lo, mas senti-lo de forma completa — até que ele desaparece.

Em momentos de desespero, devemos olhar para dentro porque todas as nossas virtudes e habilidades continuam presentes, mesmo que as tenhamos abandonado. Tudo o que precisamos se encontra no nosso interior, como uma caixa com ferramentas para qualquer situação.



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