Desculpe o transtorno, preciso falar sobre o Trama

Gabriela Ornellas
Sep 19, 2016 · 2 min read

Esse texto é uma adaptação minha do “Desculpe o transtorno, preciso falar da Clarice”, escrito por Gregório Duvivier.

Conheci ele em Design. Essa frase pode parecer romântica se você imaginar o Trama como um ser humano, em um campus na Europa em que nós dois nos esbarramos e nos apaixonamos. Mas o curso em questão era da PUC-Rio, e eram seis pessoas pensando sobre a ocupação do espaço ocioso com muita arte, música e sorrisos. Nunca vou me esquecer: o primeiro evento foi na Praça do Russel.

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Praça do Russel, Nó Cultural #1

Quando os professores do curso pediam plano de negócios, ele pensava em compartilhamento e trocas. Quando pediam o relatório, o Trama multiplicava suas conexões. Quando se sonhava em como seria o futuro do trabalho, o Trama já o estava criando. Os ouvidos, sempre atentos à novas ideias, deixavam claro que eles não faziam muita ideia do que estavam fazendo. Foi paixão à primeira vista.

Passamos algumas madrugadas conversando no Whatsapp ao som da playlist Aniversário no Galpão. De lá, migramos pro Telegram. Do Telegram pro Slack, do Slack pro Franz.

Começamos a namorar quando ele tinha entre 22 e 27, e eu 22, mas parecia que a vida começava ali. Vimos todas as praças do Rio. Algumas várias vezes. Fizemos o tour por várias casas colaborativas do Rio para nossas reuniões. Não queimamos nenhuma panela de comida, porque o Rafael é formado em gastronomia e brilha na cozinha. Pensávamos em workshops sem saber como fazê-los. Nos escrevemos em editais juntos. Fizemos uma dúzia de amigos novos e junto com eles o Hackatrama. Fizemos 4 imersões juntos — acabei de contar. Das minhas dez iniciativas favoritas, sete foi ele que me mostrou. As outras três foi ele que criou. Aprendi o que era economia colaborativa, compartilhada, cultura maker, open source e outras palavras que o Word tá sublinhando de vermelho porque o Word não teve a sorte de ser casado com ele.

Mas o final desse texto tem um final diferente: Não terminamos. Estamos crescendo, amadurecendo, vivendo tudo na pele. Todos os lugares que vou, tenho ele comigo. Sou parte dele.

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Essa semana, pela primeira vez, vi o matchfunding que a gente fez juntos. Achei que fosse chorar de emoção. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de estar vivendo um grande amor na vida. E de ter esse amor documentado numa campanha — e em tantos vídeos, textos e conversas. Não falta nada.

Coletivo Trama

Articulação em rede para co-criar e fomentar iniciativas…

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