Localizando-se

Entrei no modo Localização do jogo quando já estava na Fase 34 e foi uma das mais complicadas a se enfrentar. Não que eu não tivesse tido fases difíceis antes, mas o personagem tinha passado por poucas e boas para evoluir e subir de nível — não só trocar de base, mas também de cidade, país, continente e idioma para avançar; do contrário, o jogo ficaria um bom tempo estagnado até eu encontrar novas alternativas dentro das regras para progredir e não perder pontos de saúde e vida, fora o tremendo trabalho de repensar a narrativa e a decepção de horas, dias e meses de planejamento para não conseguir ir em frente do jeito que eu havia idealizado.

Isso era essencial na minha narrativa para seguir adiante e desenvolver novas habilidades, obter novos recursos e liberar novas possibilidades de jogabilidade. No plano de evolução dele, o avanço acabou sendo nessa fase e não na Fase 26, que era onde eu queria que tudo tivesse acontecido — foi na 26 também que descobri que havia alguns personagens que se mostravam mocinhos até então, mas que na verdade eram bandidos (eu já interagia com alguns desde o início), e isso atrasou a evolução do protagonista em 8 fases.

Chegar nesse ponto de virada teve seus percalços. Um dos primeiros foi que a profissão dele não havia sido planejada para aquele determinado fim no início da 34; já havia ficado decidido que ele concluiria a missão Desenho Industrial e tinha como uma das conquistas do jogo tornar-se Programador Visual — não dava muitos pontos de compra, mas compensava com um bônus de criatividade que eu sempre quis conquistar, além de vir no pacote de expansão gratuito (e concorridíssimo) Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná, conhecido pelos jogadores como CEFET (relançado em 2005 com o título UTFPR — Universidade Federal Tecnológica do Paraná). Não deu muito certo porque eu havia esquecido (ou não prestei muita atenção porque era uma fase animadíssima) que as qualidades escolhidas na definição dos traços do personagem não eram totalmente compatíveis com a carreira. Acabei optando por outro pacote de expansão adicional que instalei um ano depois de concluir essa missão (jogada pelos quatro anos de duração para ganhar o emblema de Desenhista Industrial), e fui desbravar uma nova missão: Letras — Inglês, do pacote de expansão Universidade Federal do Paraná (também gratuito), mas como a oferta era pouca acabou me custando pontos de compra e ter a missão Cursinho já concluída. O personagem evoluiu para trabalhar desde a Fase 16 e conseguiu tocar seu projeto de vida por conta própria, o que sempre me deu muito orgulho.

No total foram necessárias 6 fases e muitos pontos de experiência gastos e também ganhos para chegar naquele divisor de águas narrativo: ele mergulhava na carreira de Professor, totalmente compatível com os traços originais e com os desenvolvidos posteriormente. Conquistou o emblema de Licenciado no Ensino de Idiomas na Fase 28, porém, já estava na profissão desde a Fase 21, primeiro com o inglês (que foi um pacote de idiomas instalado anteriormente e atualizando durante a missão Universidade), e depois com o português brasileiro (idioma original do jogo). Eu também conquistei alguns bônus para ganhar muitos pontos de experiência indo duas vezes para a região dos Estados Unidos no Mapa do Mundo.

Eu me aventuro periodicamente no modo Ensino porque gosto muito das missões; fiquei no ensino do inglês por algumas fases e depois avancei na árvore de habilidades para o português para estrangeiros e tenho brincado com os dois, mas como agora me dedico a outro modo de jogo a maior parte do tempo, o modo Ensino foi reduzido e jogo poucas vezes por semana.

Pois bem, pré-requisitos cumpridos, comecemos uma nova etapa: a vida fora da sua região de origem. O mapa do jogo cobre o mundo inteiro e eu também havia ganho grátis o add-on Cidadania Italiana, assim aproveitei para ativar na Fase 34 e decidi que ia fazê-lo na região Itália — eu até podia ativar onde o personagem já estava, mas ia demorar mais tempo para baixar e instalar e isso acabaria me empacando também. Foram quatro meses até o add-on rodar redondinho e o personagem ganhar o emblema de Cidadão Italiano para colocar na galeria junto com o de Cidadão Brasileiro (veio até com itens de edição do colecionador, como passaporte e certidão de nascimento). E nessa eu também atualizei a versão do pacote de idiomas italiano que eu já havia instalado anos antes.

O modo Ensino ainda não estava liberado naquela região do mapa para ganhar pontos de compra; por sorte e um pouco antes de partir nessa empreitada, descobri com outros jogadores que havia a possibilidade de desbravar o mundo no modo Localização, habilidade que também pode ser ganha com o emblema conquistado lá na Fase 28. Sendo gamer um dos seus traços fortes, esse era um mundo extraordinário e que oferecia a possibilidade de não só trabalhar com idiomas, mas também de se manter num território novo no mapa do qual pouco conhecia.

E assim foi que começou o modo Localização, primeiro com poucas agências e parcas rendas, e depois com clientes próprios e mais pontos de compra, experiência e emblemas ao concluir muitas missões de Networking, Marketing, Conferências, Cursos e CPD. Foi uma época na qual as barras fome, banheiro, energia, social, higiene e diversão viviam subindo e descendo de um jeito bastante irregular, reflexo das opções que o personagem vinha fazendo e fazia ao longo de fases tão emocionantes e atribuladas.

Foi também na Fase 34 que o jogo deu uma guinada e o ele acabou indo parar numa outra parte do Mapa do Mundo conhecida como Áustria. Essa jogada não tinha sido tão bem delineada e organizada como aquela de partir para o território italiano, mas se mostrou bastante frutífera: foi nela que ele finalmente se estabeleceu num ramo de atividade, abriu um negócio e conseguiu uma das maiores conquistas do jogo: tornou-se Freelancer e conquistou o emblema de Pequeno Empresário. Fiquei realmente impressionado com os desdobramentos e muito feliz com todas as conquistas conseguidas.

E assim continuo jogando até agora. Eu também enriqueci a jogabilidade acrescentando as habilidades de revisão, edição, transcrição e transcriação do modo Tradução, que eu sempre joguei com o modo Localização (os dois dependem do mesmo ramo de habilidades). E nesse meio tempo ainda consegui instalar no jogo os idiomas alemão, espanhol e mais recentemente o grego. Como a região atual do mapa é relativamente pequena, também já liberei várias outras regiões próximas e a ambição agora é avançar para outras mais distantes.

Só posso dizer que tenho me divertido muito e meus planos são de continuar a narrativa indefinidamente e ver até onde vou chegar. Não há nada mais emocionante que ser o Grande Chefe na sua simulação de mundo aberto.