
UNE paralisa universidades em todo país para dizer não ao golpe
Por Dênis Nacif e Allan Taissuke, em espacial aos Comunicadores pela Democracia.

Somando à luta dos movimentos sociais que promovem manifestações contra o golpe nesta quinta-feira (28), a União Nacional dos Estudantes (UNE), realizou durante a manhã de hoje, aula pública no Jardim em frente a Reitoria e caminhada até o R.U. Fora essa ação aqui em Fortaleza, os estudantes ainda realizam em mais 60 universidades em todo país.
O Dia Nacional de Paralisação nas Universidades em Defesa da Democracia é organizado em conjunto com as centenas de comitês universitários de resistência democrática que foram organizados dentro das instituições e têm promovido diversas atividades desde que o golpe avançou no país. Na Universidade Federal do Ceará (UFC), estudantes promoveram um ato no bandejão e disseram que não irão aceitar o programa do PMDB que, fruto do golpe, pretende sucatear a educação e retirar direitos da juventude.


“Hoje aproveitamos e nos unimos as dezenas de universidades que paralisaram suas atividades em ato conjunto em dizer NÃO AO GOLPE e a todo o retrocesso que o governo Temer propõe. Esse ato hoje ocorreu em mais de 40 cidades em todo o país e aqui na UFC não foi diferente, convocamos estudantes e professores e juntos realizamos aula pública afirmando nossa posição contrária ao golpe que o governo segue tentando implementar e na luta para que isso não aconteça. O projeto de governo do Temer, mostra apenas um retrocesso gigante nas universidades em todo o Brasil, não queremos e não iremos permitir” — Germana Amaral, vice presidente da UNE Ceará.


Para os estudantes, o processo de impeachment não tem base legal e, além disso, é ilegítimo por ter sido conduzido na Câmara dos Deputados por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu no STF, além de “tramado” pelo vice-presidente Michel Temer, “que conspira e quer levar adiante um projeto extremamente conservador e atrasado, com uma agenda neoliberal radical”.

“Enfrentaremos cada batalha contra o golpe institucional, inclusive no Senado Federal. Porém, caso esse cenário se confirme, a União Nacional dos Estudantes não reconhecerá a presidência da república. O vice-presidente não tem legitimidade porque assumirá o governo através de um golpe institucional, no qual é um dos maiores conspiradores”, reforça o texto divulgado pela UNE.

“Uma universidade que dobrou o número de estudantes nos últimos anos, com acesso a universidade, por tudo isso queremos continuar avançando. Não ao golpe, não ao Cunha, que por sinal não tem legitimidade nenhuma para estar naquela cadeira.”- complementa Germana.
Confira a cobertura completa, via Comunicadores pela Democracia.

















