Coworking: como não trabalhar na empresa pode ajudar a empresa

Os ambientes compartilhados estão na moda no Brasil … e não é por menos

Em 1974, o autor inglês Arthur C. Clarke — responsável pelo clássico 2001 — Uma Odisseia no Espaço — deu uma entrevista para a ABC onde falava um pouco sobre como imaginava que seria o futuro no próximo século.

Para ele, não levaria muito tempo para que os computadores (que até aquele momento eram máquinas gigantescas e pesadíssimas) se tornassem mais populares, mais leves e fossem capazes de fazer com que qualquer um pudesse trabalhar onde bem entendesse.

Como uma espécie de Nostradamus high-tech, Arthur acertou em cheio e menos de 30 anos após a sua previsão já era possível para muita gente trabalhar remotamente via internet. Algo que fez com que surgisse um novo mercado: o dos coworkings.

Arthur C. Clarke e suas previsões (acertadas) sobre o futuro

Mas será que isso de trabalhar via internet em um cowork é realmente uma boa ideia? Será que as empresas tem a ganhar com isso ou tudo não passa de modinha?

Pois são estas e outras questões que iremos responder por aqui. Confira!

A história do Coworking

O nada glamouroso primeiro coworking da história

Antes de mais nada é bom ter em mente que o conceito de trabalho compartilhado não é nada novo. Tanto que por volta do século XVII já existiam autores que falavam sobre o poder do trabalho compartilhado.

No entanto, a ideia do termo representar um grupo de pessoas com trabalhos diferentes dividindo um mesmo espaço com ajuda da tecnologia, isso sim é algo mais recente.

  • 1995 — Criado em Berlim, o C-base foi o primeiro hackerspace compartilhado do mundo, chegando, em 2002, a oferecer wi-fi grátis para quem fosse trabalhar por lá.
  • 1999 — O game designer Bernard De Koven utilizou pela primeira o termo coworking para definir um método que facilitasse o trabalho colaborativo e as reuniões de negócios de maneira coordenada apenas por computadores.
  • 2005 — No dia 09 de agosto foi aberto em San Francisco o primeiro coworking moderno (esse da foto aí de cima). Seu criador foi o programador Brad Neuberg, que tentava, com isso, gerar um ambiente mais sociável do que aquele dos trabalhos convencionais e que ao mesmo tempo fosse mais produtivo que o do home office.

Hoje em dia em praticamente todo canto do mundo você pode dar de cara com um bom coworking. Principalmente no Brasil e principalmente em Minas.

Minas Gerais e sua paixão pelo trabalho remoto

Segundo o Censo Coworking Brasil 2017, realizado pelo coworkingbrasil.org, hoje no país existem mais de 800 espaços de coworkings conhecidos, sendo que o quarto estado com maior quantidade de ambientes desse tipo é o de Minas Gerais.

Atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, Minas conta com 47 coworkings só na região de Belo Horizonte. O que faz muito sentido, já que o estado é também um dos 3 maiores do país em número de startups e de microempreendedores individuais segundo o Sebrae.

A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) concentra o maior número de startups do Estado (41%), seguida do Sul de Minas (17%) e Triângulo Mineiro.

Um bom negócio para as empresas…

A Comunidade Colmeia: um dos maiores e melhores coworkings do Triângulo mineiro

Toda empresa em seu estado inicial precisa reduzir os gastos para ter mais competitividade no mercado, e aí, nesse ponto, não só as startups e os MEIS, como também pequenas e médias empresas, podem encontrar nos coworkings uma forma para enxugar seus custos.

E não é por menos:

  • Coworkings podem ser importantes para a redução de gastos com luz, seguro obrigatório do escritório, manutenção, telefonia, internet e suporte pessoal.
  • Aqui não existe aquela burocracia do aluguel de uma sala ou escritório
  • Normalmente a localização dos coworkings é bastante interessante (e prática) para quem resolve usá-los
  • Nem todo mundo consegue trabalhar isoladamente em um modelo home office, logo, o coworking pode ser uma boa pedida para manter o funcionário remoto em contato com outros profissionais
  • Muitas empresas adotam o uso do coworking para alocar equipes durante um período específico para a produção de algum projeto importante

Agora, como dissemos antes, não são só as empresas tradicionais que tendem a ganhar com os coworkings.

… e também para os freelancers

Muitos freelancers têm aderido ao aluguel de coworkings para fazer algum tipo network e até obter feedback a respeito de algum tipo de trabalho.

Como existem várias pessoas, de vários tipos de segmentos, por ali, nada melhor do que aproveitar o espaço para criar bons relacionamentos e ter uma boa visão sobre a sua real qualidade de trabalho.

Por fim, vale dizer que nós aqui da I Love Pixel adotamos o coworking como nosso principal ambiente de trabalho e acreditamos que esta pode ser uma excelente dica para você e a sua empresa também :)