Ilustração da Emma Goldman — Por Elia Illustration

Mulheres que Inspiram: Emma

Nossa nova categoria do blog com mulheres inspiradoras ❤

Olá, tudo bem por aí? :) 
Hoje começamos uma nova sessão aqui no blog: Mulheres que Inspiram. Você já deve saber que as nossas peças carregam nomes de mulheres importantes na luta feminista, né?! Sim, uma pequena descrição de quem elas são, está em nosso site e também nos tags físicos, que acompanham os produtos. Mas isso não é suficiente para nós e por isso, a nova sessão é dedicada para elas! A cada mês, uma mulher, inspiradora, importante para o feminismo e, consequentemente, para as nossas vidas! Vem com a gente?!


A escolhida para iniciar essa sequência de posts é a Emma Goldman! Ela dá nome ao nosso modelo de macacão com manguinhas japonesas e decote fechado em U. Mas quem ela foi, você sabe?!

Emma nasceu em Kaunas, na Lituânia, em 1869, mas passou grande parte da sua vida nos Estados Unidos. Foi lá que teve seu primeiro contato com lutas sociais e ideias anarquistas. Tornou-se renomada ensaísta de filosofia anarquista e escritora, abordando em seus artigos, assuntos como a emancipação da mulher e desigualdades sociais. Suas ideias, inclusive, são temas discutidos atualmente, como o amor livre, homoafetividade, aborto e liberdade da mulher, claro!

“O direito a voto, a igualdade civil, podem ser reivindicações justas, mas a emancipação real não começa nem nas urnas nem nos tribunais. Começa na alma de cada mulher.”

Retratos de Emma ❤

Emma criticava arduamente o capitalismo e o militarismo. No livro O indivíduo, a sociedade e o Estado, ela aponta o patriotismo e a militarização, entre outros fatores, como elementos intrínsecos da exploração por hierarquia na sociedade. (Qualquer semelhança ao momento que estamos vivendo, não é mera coincidência, né?!)

Já em 1911, Goldman publica o artigo Minorias versus Maiorias, abordando outro assunto super atual: quantidade X qualidade. Além de defender os direitos dos trabalhadores, Emma fala sobre os governos políticos corruptos e a luta das minorias por uma sociedade justa e equilibrada para todxs. Confere esse pequeno trecho, que inicia o texto:

“Se eu fosse resumir a tendência de nossos tempos eu diria: quantidade. A multidão, o espírito de massa, domina tudo, destruindo a qualidade. Nossa vida toda — produção, políticas e educação — , baseia-se em quantidade, em números. O trabalhador, que antes se orgulhava da qualidade e da minúcia de seu trabalho, é substituído por autômatos incompetentes e descerebrados, que despejam enormes quantidades de coisas, sem qualquer valor para eles, e geralmente prejudiciais para o resto da humanidade. Deste modo, ao invés de trazer paz e conforto para a vida, a quantidade apenas ampliou o fardo do homem.”

Por que Emma é importante para o feminismo?

Bom, essa pergunta nem se faz muito necessária, afinal com tudo o que já falamos, a Emma não é importante só para o feminismo, mas para a liberdade e igualdade do ser humano. Não podemos defini-la somente como anarquista e escritora, pois ela ultrapassava toda e qualquer barreira. Questionava a si mesmo, aos outros e as regras impostas por quem quer que fosse:

Chamaram-me a atenção por dançar porque não seria próprio de uma mulher anarquista. Se não posso dançar, não quero estar nessa revolução. Estou cansada de me jogarem a causa na cara. Eu não sabia que uma causa que defendia um ideal bonito, o anarquismo (a libertação e a liberdade frente às convenções e aos preconceitos), negasse a vida e a alegria

O movimento de Emma não era apenas um, sua luta não era somente pelas mulheres, mas sim por seus ideais, na busca de uma sociedade mais justa para todxs! Que possamos nos inspirar nela e compartilhar seus livros e artigos, além de comemorarmos conquistas, que direta ou indiretamente, nos atingem e nos beneficiam ❤

Emma jovem :)

Para finalizar, ficamos com um trecho de “Casamento e Amor”, que Emma escreveu para o seu livro “Anarquismo e Outros Ensaios”, publicado originalmente em 1910:

“ Algum dia, algum dia homens e mulheres se elevarão, alcançarão o pico da montanha, se encontrarão grandes e fortes e livres, prontos para receber, partilhar, e refestelar-se nos raios dourados do amor. Se o mundo alguma vez dará à luz ao verdadeiro companheirismo e união, não será o casamento, mas o amor a concebê-lo.” *

*Tradução: José Paulo Maldonado de Souza — Artigo completo e traduzido em: Casamento e Amor

Poderíamos ficar falando sobre Emma por muito tempo, mas esperamos que esse pouquinho, já tenha aguçado a curiosidade de vocês. Leiam um, dois ou todos os artigos e livros dela, vários estão traduzidos para o português e são fáceis de achar no Google. Vale muito a pena ❤

Nós estamos super inspiradas pela Emma e se você quiser conversar mais sobre ela ou outras mulheres, chama a gente no inbox, aqui nos comentários ou no comercial@conceitoada.com :)

Por hoje é isso, nos vemos nas redes sociais 
@conceitoada

Um beijo e até a próxima!