Soft Skills? Resolva problemas!

Vamos conversar um pouco sobre as habilidades que não são técnicas?

Cada vez mais o mundo corporativo pede de nós não só as competências técnicas que sempre foram as requisitadas, mas também as comportamentais. Hoje vamos conversar um pouco aqui sobre essas últimas, também chamadas pelo mercado de soft skills.

No mercado de trabalho atual essas competências têm sido até mais importantes do que as técnicas. As empresas buscam por perfis que sejam alinhados à cultura, mas há um padrão que toda empresa gostaria de ter independente dela. Na verdade, há um padrão que nós como profissionais poderíamos ter e nos esforçar para melhorar. Muito provavelmente você já tenha ouvido falar delas, mas vamos reforçá-las:

Segundo o dicionário, adaptabilidade é a capacidade de alguém ou algo de mostrar-se adaptável. Como isso se aplica no dia a dia?

Nós, profissionais “atuais”, (e aqui vou falar principalmente dos profissionais de TI, que é a área em que atuo) enfrentamos diariamente diversos problemas. Muitas vezes, começamos a desenvolver uma solução, pensamos na arquitetura, no comportamento das classes e métodos e tudo o mais, mas basta uma mudança no negócio do cliente e temos que mudar tudo, e talvez tudo o que já foi pensado e planejado não pode mais ser aproveitado para essa nova solução. Em casos mais extremos, podemos nos deparar com algo que nunca fizemos e a única alternativa que nos resta é nos adaptar, ou seja, precisamos aprender rápido, reorganizar e aplicar a mudança.

Nestes casos, o primeiro passo é aprender, pois talvez as opções são desconhecidas e vamos ter que conhecer a tecnologia ou metodologia para colocá-las em prática. O segundo ponto está relacionado à organização. Precisamos de tempo para aprender, executar e validar, e todas essas fases só serão bem feitas se existir organização, principalmente pessoal.

Então, se adaptar vai muito além de aceitar as mudanças. As mudanças, muitas vezes, só acontecem. A adaptabilidade tem a ver com como reagimos a elas.

Sim, sou do time que acredita fielmente que todos nós somos criativos. É claro que cada um possui um nível diferente e criatividade para coisas diferentes. Não podemos, por exemplo, comparar a criatividade de um humorista com a de um programador, pois cada pessoa tem seus padrões comportamentais, construção de vida e referências.

Mas se você é capaz de fazer um código simples (não estou falando que é fácil) ou complexo, não importa, o processo de CRIAÇÃO te exigiu criatividade. Quem nunca ouviu frases do tipo: “coloque 300 programadores para desenvolver uma solução e terá 300 códigos diferentes”? Pois é, por mais parecidas que forem as soluções e o resultado ser as mesmas saídas a partir das mesmas entradas, elas serão diferentes na “escrita”.

Então sim, um bom profissional precisa praticar e desenvolver (mais) sua criatividade, e isso pode ser desenvolvido de formas simples e prazerosas. Pode ser praticando algum hobbie, por exemplo. Se for artístico, melhor, mas também pode ser praticando esportes, reservando um tempo para o ócio criativo, escrevendo, lendo e, se for no trabalho, pode ser com ajuda de outras pessoas. Afinal, a frase “duas cabeças pensam melhor do que uma” se aplica muito bem nesse contexto. Mais pessoas tendem a ter mais possibilidades de soluções e melhores possibilidades.

O conceito criado por Nassim Nicholas Taleb em 2008 é explicado por ele como a característica de algo que se aproveita do caos para ficar ainda melhor. É literalmente o contrário de frágil. Muita gente pensa que é a mesma coisa que resiliência, mas essa, por sua vez, é a capacidade de alguém ou algo voltar à sua forma original depois sofrer algum dano/pressão, enquanto a antifragilidade defende uma nova forma, melhor, depois de um período de caos.

Agora podemos tentar aplicar isso aos nosso problemas diários. Quando nos deparamos com algo que nos impossibilita de avançar, o que fazemos? Eu diria que inicialmente temos três opções: a primeira é desistir e tentar outra (frágil), a segunda é enfrentar com o que temos e superar (resiliência) e a terceira é enfrentar e, durante o processo, aprender, ou seja, aproveitamos as oportunidades e saímos melhores depois de passarmos por esse obstáculo. Lembrando que nem sempre vamos conseguir passar por nossos obstáculos de primeira, mas em cada tentativa podemos melhorar a nós mesmos e ajudar quem está ao nosso lado.

Falamos sobre problemas em todos os pontos até aqui: adaptar ao encontrar um, criar novas soluções para ele e melhorar no processo. Certa vez ouvi de um gestor uma frase que me marcou bastante, não sei de quem é a frase, mas é assim: “Você sabe para o que você é pago? Você não é pago para trabalhar, você é pago para resolver problemas!”. E hoje entendo que é isso mesmo. Se eu fosse pago só para programar, para mim seria bem entediante.

Imagine: “Essa é a entrada, essa é a saída e o seu código tem que ser assim”… Não gosto nem de imaginar, certamente já teria mudado de profissão. Sou pago para questionar, desenvolver a melhor solução, do melhor jeito (dentro das minhas limitações e conhecimento) e, no fim de um dia, sprint ou projeto, o que importa é quantos problemas estamos resolvendo.

Seja o melhor no que fizer e transforme-os em soluções criativas que te farão uma pessoa melhor no fim do processo! E você, o que acha sobre tudo isso? Tem alguma soft skill que você acha que devemos incluir nessa lista? Põe aí nos comentários! E se você quiser aprender mais de perto com o pessoal aqui da Concrete é só dar uma olhada aqui e se candidatar a uma de nossas vagas. Vamos aprender juntos! Até a próxima.

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