Vera Lúcia (PSTU)

A candidata do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) escolhida para participar da corrida presidencial é a operária sapateira e figura de longa data nos movimentos sindicais, Vera Lúcia. Representante negra nas eleições, Vera tem como vice o professor da rede pública do Maranhão e ativista do movimento negro, Hertz Dias.

Ela nasceu no sertão Pernambuco e se mudou para a Aracaju (SE) ainda criança. Começou a trabalhar cedo, aos 14 anos e se formou em Ciência Políticas pela Universidade Federal de Sergipe.

Em sua trajetória política, Vera já fez parte do Partido dos Trabalhadores (PT), mas foi expulsa em 1992 junto com integrantes políticos do grupo Convergência Socialista. Dois anos depois, esse mesmo grupo fundou o PSTU, do qual a candidata participa até hoje. Vera também foi candidata a prefeita de Aracaju em 2012.

Além disso, anexado à candidatura do TSE, foi protocolado um documento chamado “Um programa socialista para o Brasil contra a crise capitalista”, que desenvolve 16 pontos para tirar o Brasil da crise, adotando medidas socialistas. Dos pontos, podemos citar a estatização das 100 maiores empresas sob o controle dos trabalhadores; nacionalização e expropriação do latifúndio; regularização e titulação das terras indígenas e quilombolas; prisão e o confisco dos bens de corruptos e corruptores; suspensão do pagamento da dívida e auditoria, entre outras.

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) foi criado em 1994 com a bandeira de ser um partido revolucionário, operário e que apoie a causa socialista e do trabalhador. Como descrito na apresentação do partido em seu site oficial, a intenção do PSTU na participação eleitoral visa eleitoral “fortalecer as lutas e divulgar o programa socialista. Um partido revolucionário tem grande democracia e liberdade de discussão interna e uma atuação organizada contra a burguesia”.

Entre as diretrizes do partido, está a luta de classes e a revolução operária como engrenagem para dar fim as explorações e opressões de negros, povos indígenas, mulheres e LGBT’s.

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