Você sabe o quanto as pesquisas eleitorais se aproximam do resultado das eleições?

O Confirma comparou o desempenho dos candidatos nos últimos pleitos aos levantamentos feitos nos dias que antecederam as votações

Por Mario Garcia

O 1º turno das eleições 2018 acontece neste domingo (7) e muitos eleitores ainda estão esperando os resultados das próximas pesquisas para “bater o martelo” e, finalmente, decidir quais candidatos querem ajudar a eleger para os cargos de deputado(a) estadual e federal, senador(a), governador(a) e presidente. Amanhã (6), os dois principais institutos pesquisas eleitorais, Datafolha e Ibope, divulgam suas últimas pesquisas de intenção de voto para presidente.

Embora as pesquisas influenciem muitas pessoas a pensarem no “voto útil”, muitas vezes elas são vistas com desconfiança por uma parte do eleitorado, que não acredita na veracidade dos resultados e que vê como uma oportunidade de manipulação da eleição por parte da mídia.

Mas afinal, será que as pesquisas refletem o resultado final da votação? O Confirma ESPM separou os resultados dos primeiros turnos das últimas três eleições presidenciais (2006; 2010 e 2014) e comparou com as pesquisas divulgadas nas vésperas (Ibope e Datafolha), além da pesquisa de boca de urna, realizada pelo Ibope.

Vale lembrar que os dados desses levantamentos são coletados nos dois dias que antecedem à publicação de seus resultados. São feitos por amostragem e têm o nível de confiança de 95%. Isto é, existe 95% de possibilidade de retratação da realidade.

Nas três últimas eleições, Ibope e Datafolha tiveram resultados bem parecidos nas pesquisas de véspera do primeiro turno. A maior diferença de intenção de votos de um mesmo candidato é de dois pontos percentuais (em 2014, Dilma marcou 46% no Ibope e 44% no Datafolha). Mas quando se compara com o resultado oficial, os números dos candidatos mais votados não são tão próximos, chegando a ultrapassar a margem de erro. Em 2014, Aécio tinha 26% de intenção de voto no Datafolha e acabou recebendo 33,55% dos votos. Em 2006, Alckmim recebeu 41,64% dos votos válidos, sendo que na última pesquisa do Ibope, marcou apenas 34%.

Já nas pesquisas de boca de urna, realizadas em locais próximos a colégios eleitorais e no dia da votação, os resultados que chegam a cinco pontos percentuais de diferença em relação à pesquisa do dia anterior, mas se aproximam mais da realidade. Um dia antes da eleição de 2006, Lula tinha 45% segundo o Ibope. No dia seguinte, marcou 50% no levantamento de boca de urna. No fim, recebeu 48,61% dos votos.

Apesar de se aproximar mais do resultado oficial da votação, a pesquisa de boca de urna não é sempre precisa. Em 2010, Dilma marcou 51%, mas recebeu 46,91% dos votos.