Acorda, agora

Sete da manhã
quando me convence a levantar.

Estica o braço e puxa meu corpo
para fora da cama.

Desembala.

Sol invade as frestas da cortina.
As poeiras são pequenas estrelas

[estrelas imundas é verdade]

nesse pequeno céu amanhecido.

Desembala
a calma,
o café servido,
o rádio ligado.

O dia e todas as obrigações
invadirão
o seu corpo novamente.

Então, devagar, desembala.
Crédito: helvioromero.wordpress.com