Review

Brothers: A Tale of Two Sons


Não é a primeira vez que eu publico no Contexto Gamer uma review de um jogo lançado há mais de um ano. Diferentemente da maioria das publicações sobre games, que procuram escrever reviews sobre os últimos lançamentos, eu procuro escrever sobre os meus jogos favoritos; jogos que brilharam e conquistaram rapidamente a minha admiração.

O jogo da vez é Brothers: A Tale of Two Sons. Desenvolvido pelo estúdio sueco Starbreeze Studios e lançado em 2013, Brothers narra a aventura de dois irmãos, cujo pai adoece e fica à beira da morte. Juntos, eles saem de sua vila em uma jornada dramática rumo ao desconhecido em busca de uma cura para o pai.

Visualmente o jogo é maravilhoso, com gráficos no estilo cel shading, e uma grande variedade de cenários, das mais lindas montanhas até os mais grotescos campos de batalha.

A história pode ser simples, mas o modo como é narrada torna este um dos jogos mais emocionantes dos últimos anos. Storytelling impecável, narrativa envolvente e apelativa. Durante a jornada os irmãos se deparam com diversas situações, tanto trágicas quanto felizes, e o jogador pode interferir para ajudar ou piorar as situações. Para melhorar ainda mais, o jogo se torna mais emocionante pelo modo como o gameplay funciona.

É obrigatório um gamepad para jogar, pois cada analógico e cada gatilho controlam os movimentos e ações de cada um dos irmãos. A princípio é um pouco confuso por exigir um pouco de coordenação motora, mas o apoio que o controle dá à narrativa é incrível, algo que eu nunca antes tinha visto em um jogo. Os irmãos precisam se ajudar, pois as diferentes capacidades de cada um são necessárias para superar obstáculos e seguir em frente.

Por vezes o irmão menor precisa rastejar em algum lugar apertado para abrir um portão para o maior. Outras vezes o irmão maior precisa ajudar o menor, que não sabe nadar, a atravessar um rio ou lago.

O final do jogo conta com umas das cenas mais poderosas e tocantes que eu já joguei na vida. Sem brincadeira, o jogo é digno de muito mais reconhecimento do que recebeu. Como se não bastasse a inovadora forma de controlar os personagens, a narrativa fantástica mergulha o jogador em um mundo fantástico, desconhecido, lindo, assustador e terrível.

Melhor jogo de 2013, sem dúvidas.

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