Star Wars: Battlefront e o receio de ter mais uma franquia arruinada

Chegamos novamente ao início de um ciclo. Olhamos para o horizonte e aguardamos com certo nervosismo a chegada de mais um reboot de uma franquia memorável. Na época em que estamos hoje, o perigo de vermos nossas franquias preferidas serem arruinadas é constante.

Trazendo intensas batalhas em terra e no espaço, passando pelos mais variados locais retratados nos filmes, Star Wars: Battlefront e seu sucessor, Battlefront II, marcaram época no anos 2000. Muitos fãs foram conquistados pela franquia da Pandemic Studios. Naturalmente, notícias de Battlefront III sempre foram aguardas com certa expectativa.

Pelo visto não iria acontecer; em 2009 recebemos a notícia do fechamento da Pandemic Studios. Tempos depois, outra bomba: apesar de nunca ter sido formalmente anunciado, descobriu-se que Battlefront III esteve, de fato, em produção, pelas mãos da Free Radical Design, entre 2006 e 2008. Nesse caso, uma reformulação no estúdio forçou o cancelamento do projeto. Nos anos seguintes tivemos algumas surpresas, como vídeos de gameplay de Battlefront III em estado pré-alpha, pouco antes de seu cancelamento, mas a impressão era de que isso ficaria como um amargo aperitivo do terceiro que nunca viríamos a jogar.

De repente, o mundo explodiu em chamas. Em maio de 2013 a Electronic Arts anunciou que havia adquirido os direitos para desenvolver jogos da franquia Star Wars. Na E3 de 2013, veio o anúncio: Star Wars: Battlefront. Não seria uma continuação, mas sim um reboot, o que faz sentido, visto que não existe uma storyline relevante em nenhum jogo da série.

Voltando ao presente, estamos a alguns meses do lançamento de Battlefront, e uma coisa me assusta; a possibilidade de um jogo que eu tanto esperei ser arruinado pela EA. A causa desse medo todo é o (não tão) recente histórico da EA de arruinar muitas de suas franquias. Os motivos foram vários, para cada franquia um motivo diferente, mas de alguma maneira, a EA conseguiu cagar em quase todas as suas franquias.

The Sims, Sim City, Medal of Honor, Need for Speed, Battlefield.

Estes são apenas alguns nomes. Seja por abuso com DLCs, problemas de estabilidade, DRM¹, fim do suporte a mods, jogos lançados cheios de bugs ou simplesmente regurgitados ano após ano sem inspiração alguma, a EA indiscutivelmente deteriorou a imagem e a qualidade de suas franquias, exercendo forte influência sobre seus estúdios e prejudicando o produto final. Estes são apenas os problemas que afetam diretamente a qualidade dos jogos, não considerando as decisões imbecis que prejudicam o consumidor de outras maneiras, como encerrar o lançamento de seus jogos na Steam.

E agora temos um novo Battlefront.

Mal foi lançado o primeiro gameplay trailer e algumas informações/rumores podres surgiram. Bônus nojentos de pré-venda, pacotes de DLC, e apenas quatro planetas disponíveis no jogo base, com mais um planeta a ser estrategicamente adicionado pouco depois, sendo promovido como DLC gratuito, totalizando assim algo ao redor de 12–15 mapas, de acordo com o que se especula. Comparando com os 33 mapas de Battlefront II, mais parece uma piada de mal gosto.

Mas sabemos que isto é obra da podre publisher. A DICE, estúdio responsável, nada tem a ver com tais decisões. Aliás, até agora, no que diz respeito a Battlefront, o estúdio tem desempenhado um papel melhor do que eu esperava.

Nada me agradou nos mais recentes lançamentos da DICE, Battlefield: Hardline e Battlefield 4, ambos jogos claramente reciclados que nem sequer tinham a necessidade de existir. Mas o trabalho em Battlefront parece tentar fugir da mesmice que tem sido os jogos de tiro desde 2008. Não haverá iron sight ², não haverão mapas para 64 jogadores, e a possibilidade de alternar entre visão em primeira e terceira pessoa ainda está lá. Tudo como nos antigos Battlefront. Somando isso ao novo modo de jogo anunciado, esse reboot me passou um pouco de confiança. Por mais que a EA esteja empenhada em extrair o máximo de dinheiro possível, dessa vez o estúdio parece estar fazendo um bom trabalho. Alguns estúdios, como a Bioware, conseguem lançar ótimos jogos mesmo com a influência negativa da EA. E é isso o que eu espero de Battlefront. Torço para que a DICE se recomponha e volte a seus dias de glória, como em Battlefield 2 e 2142.

Sei que é sonhar alto demais, e também sei que ainda há muito a ser descoberto sobe o novo Battlefront, tanto pontos positivos quanto negativos, então fico apenas esperando por um bom jogo com conteúdo que justifique seu preço.

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