Treze microcontos sem título
Quando viu o tigre já era tarde. Fugir pra quê? Também rugiu.
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Tateou no escuro até o sutiã ceder. O prêmio lhe foi dado no ato.
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Rasgava estradas, erguia pontes, mas preferia casa e jardim.
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Poeira, silêncio. Até os fantasmas já haviam partido.
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Pouco tinham a se dizer. Cinquenta letras eram até demais.
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Vai contar tudo por e-mail. Nada teme. Tem firewall anticorno.
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Maldito AK-47! Faltou tempo para se arrepender do que não fez.
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Muito falaram do passado. Do presente, nada. Papo sem futuro.
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Química forte. Ela ainda não sabe, mas vai ser avó do meu neto.
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Meia-noite, abraço de hora e minuto. Quando de novo? O tempo dirá.
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— Praga é um encanto.
— Ah, é? Grande merda!
— Dia desses te levo lá.
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Quando o bispo sentiu o chulé, quase desistiu do lava-pés.
* Après Nei Leandro de Castro.
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Quase explodindo. Pensou na mãe morta, em jiló. Sincronizaram.
Floripa, maio de 2005