Intuição

por: Hiago Bruno

foto: Mayara Queiroz

Bruno estava no seu segundo semestre do curso de Sistemas e Mídias. Era praticamente um “forasteiro”. Novo em terras cearenses, vive em constante adaptação. Ele não sabe muito bem o porque decidiu ir para Fortaleza, mas brinca que foi “sorteado” no Sisu. E se tacou à própria sorte, para estudar, e consequentemente trabalhar.

Como um bom pisciano que é, vive com a cabeça na lua e adora um esosterismosinho. Apesar de ser um pouco medroso, confiava na sua intuição (e considera que graças a isso ele escolheu o curso certo, no momento certo e no lugar certo).

Por um tempo, as aulas de seu curso passaram a ser na Seara da Ciência. Ele se dava bem com muitas pessoas de sua turma, e gostava de ficar lá até a última pessoa ir embora, enquanto esta tivesse que esperar sua carona ou ônibus. Depois, ele seguia seu caminho a pé, já que morava relativamente perto do campus. Sempre diziam a ela que era perigoso, mas ele não dava tanta bola assim.

Um dia, numa sexta feira exaustiva, sua última aula acabou ligeiramente mais cedo. Ele sentiu algo no seu corpo pedindo para que ele fosse pra casa. Que neste dia, específico, não ficasse na Seara até mais tarde. E assim fez.

Chegando em casa, 10 minutos depois, soube pelo Facebook que houve um arrastão, em que cerca de 5 colegas foram assaltados. Uma das vítimas era um amigo próximo, que estava bastante assustado quando contou que apontaram uma arma para a cintura dele. Por sorte, todos estavam bem, apesar do susto e prejuízo material.

Neste dia, Bruno reparou que, coincidentemente ou não, aquilo que ele chama de intuição havia salvado e ajudado ele mais vez. Até hoje, quando saí de casa à noite, ele sempre busca ouvir a própria intuição para saber por onde e quando deve ir ou não.
 Ele passou a confiar mais na intuição, por que na segurança pública é mais difícil de crer.