Graça e plenitude

Sentir-se e amar-se por inteiro

Quando eu era pequeno, amava a sensação de descobrir o toque no meu corpo. As mínimas experiências sobre a pele eram como um mundo desconhecido.

Os meus dedos deslizavam pelo mapa do novo mundo. Um mundo cheio de possibilidades. O queixo sobre o ombro, macio e áspero, algo nunca vivido. Os cotovelos dançavam passando pela barriga, pelas coxas. Uma dança contorcida e prazerosa.

Nesses percursos, com o passar do tempo, a gente acaba por descobrir as regiões erógenas do corpo, o lugar comum do prazer pessoal. Quando eu passei a me descobrir por inteiro, percebi que o prazer e satisfação solitárias iam para além de algo sexual.

Eu pude me olhar no espelho e amar cada parte com a qual eu fui agraciado e ter a certeza de que posso ser pleno como já sou, com o que já possuo. Conhecer quem eu sou e o que sinto passou a ser a real sensação de arrepiar os cabelos.

Contra Argumento

The beer wants to be free

A P O L O is natanael freitas

Written by

Refresco de groselha, com sabor de limão, mas parece tamarindo.

Contra Argumento

The beer wants to be free