É muito comum na carreira de cada um haver escolhas iniciais e, por seguinte, a percepção de que talvez aquilo não fosse “realmente” o que se desejava. É normal. Desistir e recomeçar são passos que não são dados apenas uma vez na vida dos seres humanos. Alguém chamaria isso de evolução. Eu digo que: é normal, no sentido mais inerente a todos os seres vivos dessa existência.

Entretanto, ao longo dessas desistências, nos vêm aquelas que nos são forçadas, sejam por pressões internas ou externas. Em termos profissionais, isso pode significar uma depressão ou uma demissão. São situações inesperadas que nos põem em um novo estado. Não é o desejado; como disse, forçado. Nesses casos, tem o recomeçar traumático, que vem como resposta ao que nos foi estabelecido, e também podemos dizer que tem o recomeçar pós-traumático, que seria um re-recomeço, uma tentativa de voltar e fazer agora da forma certa/saudável ou fazer uma outra coisa, porém livre da situação anterior ou do que restou dela.

Sobre esse re-recomeço, onde se tenta fazer tudo de uma nova forma, uma forma melhorada, pós experiência: será que é possível? Será que é possível voltar e trilhar novos passos dentro do ambiente onde já se pisou? Logicamente que quem já conhece o caminho das pedras não vai ficar tentando reinventar a roda, por outro lado há um receio de que isso leve a uma situação parecida ou que o caminho a ser trilhado será tão longo quanto da primeira vez.

Uma coisa é certa: ninguém quer ser o principiante de novo. Isso piora quando você se situa em uma época onde se há um anseio de escaladas de carreiras mais rápidas que no tempo dos nossos pais e que não há quem queira ficar durante 6–8–12 anos galgando um lugar ao sol, mais encostado no grande caule dessa árvore chamada estabilidade financeira/profissional/etc. Sem falar em opções de carreiras que são catalisadoras dessas mudanças catárticas que a sociedade passa (áreas criativas, tecnológicas, financeiras, políticas); é muito mais estressante se atualizar e tentar ir de novo pra debaixo dessa pirâmide pesada de carreiras dentro dessas áreas de atuação. É muito mais fácil perder espaço para quem começou quando você parou e desde lá atua, enquanto você se recuperava de todo o dissabor que teve na sua corrida profissional mal lograda.

E o que fazer? Desistir de vez? Re-re-recomeçar?

Não existe resposta simples aqui e é algo que não consigo me propor a responder em apenas um texto reflexivo, porém existem opções do que fazer. Na verdade, o limite de opções é o mesmo limite de ocupações que uma pessoa pode se propor. O que ditará essa escolha é o quanto se está disposto a arriscar e o quanto de energia se tem. Você quer se atualizar (a.k.a. estudar e viver o início de novo) no negócio que você atuou? Ou se utilizar das qualidades que você adquiriu antes para uma nova área de atuação?

Não existe uma alternativa correta. O que existe é: qual o seu motor de atuação? O que te põe adiante e te faz se mover? Isso definirá o próximo passo no seu novo novo começo de jornada.

Contra Argumento

The beer wants to be free

A P O L O is natanael freitas

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Refresco de groselha, com sabor de limão, mas parece tamarindo.

Contra Argumento

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