
Ginka
ENSAIO de Erick Peres, Pré-Selecionado
Processos urbanos, como a gentrificação e a higienização social, historicamente, expulsam pessoas de baixa renda das zonas centrais. E uma das formas de subversão dessa regra capitalista observa-se através do luxo contrário e criativo da periferia, que ascende em núcleos urbanos, ou seja, em regiões tidas como bem localizadas, marcando presença através da produção de arte independente, entretenimento e cultura.
Partindo da ideia de documentar esse trajeto, surge o ensaio fotográfico Ginka, registrando e colocando em evidência aspectos culturais, comportamentais e o que existe de mais visceral na vida noturna. As fotografias têm como cenário o percurso entre Zona Leste e Centro de Porto Alegre.
O título da série significa, em iorubá, Movimento dos Orixás. Deste modo, estabelece uma relação entre passado e presente, isto é, um elo entre ancestralidade negra e personagens reais. Além disso, incorpora sua essência referenciando-se em Exu, Iansã e Ogum.
A boêmia incomoda quem dorme. A vida noturna reúne personagens que são vistos pela sociedade como marginais. E uma forma de romper esse estigma está na representatividade, no empoderamento e na liberdade corporal e sexual que ganha espaço na noite.










