Banco de Tecido mostra como criar um modelo de negócio circular

O Banco de Tecido é um sistema de circulação de tecido que dá novo ciclo às sobras têxteis que ficariam esquecidas ou seriam descartadas de forma indevida.

Tudo começou com a cenógrafa e figurinista Lu Bueno, que trabalhava com teatro, publicidade e cinema em São Paulo. Ao longo da carreira, foi juntando roupas e tecidos para seus trabalhos. Quando percebeu, tinha um acervo imenso. E estava, naturalmente, fazendo inúmeras trocas a partir dele.

Lu criou o Banco de Tecido, um lugar onde se pode depositar e retirar tecidos mediante troca ou compra & venda. É uma forma de estender o ciclo de uso do que estava parado e de oferecer uma alternativa sustentável para artesãs, marcas de moda e outros agentes que precisam se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos. Abaixo, o modelo de negócios do Banco de Tecido é muito bem explicado pela própria Lu Bueno, em uma websérie do SEBRAE:

Em cinco anos, o Banco de Tecido recebeu prêmios no Brasil e no Exterior. Foi eleito uma das dez empresas mais inovadoras da área têxtil pela C&A Foundation e pela Ashoka. Passou por acelerações, como a do próprio SEBRAE, e destacou-se como negócio social com pensamento circular. Hoje, existem unidades em funcionamento em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul.

Foi aí que a CORA entrou em ação.

Lu Bueno é CEO do Banco de Tecido — mas nunca deixou de atuar na operação (foto: Tiago Drummond)

Organizamos o trabalho em duas etapas:

1 #imersão estratégica

Desembarcamos em São Paulo para conhecer cada detalhe do projeto, assim como os sócios e colaboradores. Foram dias de muito post-it e construção coletiva. A partir de um diagnóstico do funcionamento da empresa, definimos prioridades de investimento para 2020 e estabelecemos etapas para a expansão do negócio.

2 #plano de ação

Além de um relatório do cenário e das oportunidades identificadas na imersão, criamos listas de tarefas para os diferentes setores da empresa, que atuariam em paralelo no momento da expansão do Banco de Tecido.

No celular do Olinto, Marina Giongo, gestora da unidade de Porto Alegre. Além de Laura Madalosso e Raquel Chamis, da CORA, os sócios do Banco de Tecido, Luciana Bueno e Omar Taleb

Para saber mais sobre o Banco de Tecido:

  1. "Como o Banco de Tecido ganha dinheiro e preserva o meio ambiente eliminando o desperdício na cadeia têxtil", matéria de Erin Mizuta para o Projeto Draft;
  2. "Banco de Tecido, economia criativa e sustentável — empresas que você deveria conhecer", matéria de Ismael dos Anjos para o papo de Homem.

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