Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Palmeiras 4x2 São Paulo: os intermináveis vícios tricolores

André Oliveira
Aug 27, 2017 · 4 min read

Antes de qualquer coisa, é importante deixar bem claro por aqui: Edimar, Denílson e Sidão não podem vestir a camisa do São Paulo. Não é questão de sair em pouco tempo, é questão de sair agora. Nem volta para o CT. Já tomem um rumo por aí mesmo. Nem falem mais no nome do São Paulo. Dito isso, podemos seguir.

Quanto ao jogo, tudo poderia acabar de forma melhor. Isso, claro, se o São Paulo não fosse um time de vícios. Um mais estranho que o outro. O Palmeiras tomou a primeira iniciativa, como era esperado do time da casa, mas o São Paulo não pareceu se desequilibrar e logo aos 12 minutos, com um passe sensacional de Pratto (parênteses para quem critica o atacante absurdo que temos) e gol de Marcos Guilherme, que vai voltar a ser citado aqui, por um motivo que me fez xingar até a criança que apareceu na arquibancada segurando um cavalinho palmeirense.


E por falar em Pratto: QUE PUTA AZAR!!! Melhoras ao nosso craque, que com certeza ficaria louco da vida vendo a defesa andando em campo no último gol dos caras. Te esperamos do lado de cá, Urso.


Aos 31 minutos, Marcos Guilherme acertou um chute que, não fosse a trave, traria uma segurança enorme para o jogo. Eu nem lembro mais quando foi a última vez que abrimos 2 a 0 em algum time. Sério. Quatro minutos depois, entrou em cena o nosso primeiro vício: tomar viradas ridículas e, como na maioria das vezes, em falhas estúpidas de nossos jogadores, ou no caso, em falhas do Edimar — que ninguém sabe como virou jogador profissional. Em menos de três minutos após o gol de empate, o placar já apontava 2 a 1 para o Palmeiras. Como esse time gosta de sofrer.

Por sorte, o São Paulo tem uma virtude em meio aos vícios. Hernanes, como sempre, apareceu para dar um pouco de esperança ao torcedor. Já nos acréscimos, mata a bola no peito e conclui pra empatar o jogo mais uma vez. A situação está uma merda, mas, não fosse o Hernanes, podem ter certeza que seria pior ainda. Ele só não pode, ao contrário do que os jogos mostram, nos salvar em todas as partidas. O São Paulo precisa acordar enquanto ainda há tempo.

Na segunda etapa, o São Paulo pareceu mais retraído do que no primeiro tempo, mas não corria tantos riscos. Por conta da preguiça e displiscência, Cueva foi substituído por Lucas Fernandes e só aí o time começou a agredir o mandante. Chegamos agora no segundo vício: perder gols que resolveriam a partida. Foi assim contra o Avaí, quando Rodrigo Caio perdeu dois gols teoricamente fáceis e que poderiam trazer os dois pontos que deixamos pelo caminho. Hoje foi ainda pior. O mesmo Rodrigo Caio — que não tem obrigação de fazer gols, mas QUE PORRA, meu, acerta essa merda aí — perdeu um gol embaixo das traves de Fernando Prass e deixou o torcedor cada vez mais angustiado. E lembra que eu disse que ainda falaríamos do Marcos Guilherme? Então, o cidadão teve a brilhante ideia de segurar a bola num contra-ataque de três contra um aos 37 MINUTOS DO SEGUNDO TEMPO. Resultado? Palavrões em alto tom, alterações na pressão arterial de muitas pessoas e o gol da virada dos caras. O São Paulo perdeu pra ele mesmo. E não é arrogância falar isso. A gente se complica demais.

Como desgraça pouca é bobagem, ainda temos um terceiro vício a combater: uma desatenção geral na defesa. O Palmeiras cozinhava o jogo, tocando de um lado para o outro. Quando tudo indicava que os mandantes só esperariam o apito final, a defesa do São Paulo literalmente CAMINHOU e viu o William tocar para um outro jogador qualquer aí fazer o quarto gol deles.

4 a 2 num jogo como o de hoje é um placar imperdoável. A desatenção e a falta de confiança empurram o São Paulo cada vez mais para o sufoco. A luta até a última rodada vai ser longa e angustiante. Infelizmente, temos muito vícios e poucas virtudes nessa disputa. Ao nosso lado temos a torcida e ALGUNS POUCOS jogadores dispostos a deixar a vida em campo pelo clube. Se é suficiente eu não sei, mas a gente bem que poderia parar de jogar contra o próprio patrimônio às vezes.

Antes que alguém esqueça: SAI DAQUI, EDIMAR. NÃO IMPORTA PRA ONDE. SÓ SAI. E LEVA ESSES OUTROS MERDAS COM VOCÊ.

Corneta Tricolor

Aqui, cornetaremos tudo e todos. Se sobrar tempo, podemos comemorar alguma coisa.

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André Oliveira

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