Um poema não precisa ser poesia
…. é como imaginar uma fantasia em sépia….
um devaneio….. idílico e bucólico….
no qual você se abraça com si mesmo e se sente minúsculo….
um frio na barriga que desce pelos ossos de sua pélvis….
é um mundo onírico feito de madeira bem amarela…. são nuvens com cara de chalé no inverno…. tudo com muito marrom e amarelo….
e uma lareira acesa…… uma chaminé vista do meio de uma clareira cercada por uma mata muito verde….. fechada…. com coníferas maravilhosas….
e nesse meio…. uma chaminé bruxuleando um vermelho desbotado….. quase laranja….. velho…. mas ainda com essência vermelha… pulsante….
e descendente…. e crescente…. movimentos musculares não controláveis…. uma pele macia…… um afago…..
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