Construção civil registra leve recuperação no primeiro mês de 2017

Os últimos dois anos foram difíceis para todo o país e para a Construção Civil não foi diferente. Responsável por cerca de 5% do PIB do Brasil, a Construção Civil é um dos setores que mais gera emprego no país.

Devido a sua magnitude, a recuperação de uma longa crise é mais lenta que outros setores da economia nacional. Porém especialistas fazem um prognóstico menos pessimista para 2017.

Essa brisa de esperança no setor se deve, principalmente, pelo aumento de alguns importantes indicadores entre dezembro/2016 e janeiro/2017, por exemplo os indicadores de expectativa de novos empreendimentos,de serviços e de compra de insumos e matérias-primas.

Fonte: CNI (Confederação Nacional da Indústria)

Em análise feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), com a aproximação da linha divisória de 50 pontos, indicadores demonstram uma leve recuperação do setor. De dezembro/2016 a janeiro/2017 os índices de expectativa de compras de insumos e matérias-primas e de números de empregados apresentaram crescimento , ambos de 3,1 pontos. A propensão dos empresários a investir, embora permaneça baixa, ainda apresenta breve melhora no mesmo período avaliado.

Apesar da timidez, os empresários demonstraram em janeiro um leve aumento na intenção de investimento, de 25,9 para 27,7 pontos. Para conferir análise completa dos indicadores do setor entre dezembro/2016 e janeiro/2017 clique aqui.

Outro fator que reforça o início da recuperação da Construção Civil é a aproximação da maior feira da América Latina, a Feicon Batimat. Com mais de 85.000 m² e uma estrutura que permite toda a cadeia produtiva se encontrar e realizar negócios, a 24ª edição da Feira vai reunir o que há de mais inovador no mercado nacional e mundial.

Serão mais de 1400 marcas reunidas num mesmo local para aprender, compartilhar conhecimento e discutir sobre o futuro do setor no país.


ENTENDA OS PRINCIPAIS INDICADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Entender os avanços e as peculiaridades desse setor tão importante para a recuperação da economia do país é fundamental e para isso é preciso acompanhar os principais indicadores da Construção Civil. Entenda um pouco mais sobre eles logo abaixo:

CUB/m²

Considera o custo por metro quadrado de construção do projeto-padrão e serve de base para avaliação de parte dos custos de construção das edificações. Ou seja, o CUB/m² representa o custo parcial da obra e não leva em conta os custos adicionais, que são calculados por outros indicadores, tais como o BDI (Benefícios e Despesas Indiretas). A principal função deste índice é servir como parâmetro na determinação dos custos dos imóveis.

SINAPI

Coordenado pelo IBGE e pela Caixa, o Sinapi produz informações de custos e índices da construção nacional, além disso também elabora e avalia os orçamentos e acompanha os custos do setor. Mensalmente o Sinapi libera e atualiza os índices da construção civil a partir do levantamento de preços de materiais e salários pagos para o setor de habitação.
Desde de 1997 o Sinapi inclui em suas análises os índices do setor de saneamento e infraestrutura. Sua principal função é servir como orientador para composição de custos unitários e orçamentos de obra em geral.

Base de dados TCPO

Trata-se de uma tabela de Composições e Preços para Orçamentos que é atualizada pela PINI. Hoje, conta com mais de 8.500 composições de Serviços, Preços de Referência e outras informações que podem ser utilizadas por engenheiros, arquitetos, construtores, orçamentistas, empreiteiros e outros profissionais da construção.

Tabela FIPE

Muito conhecida por ser um parâmetro para o preço de venda de automóveis, a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) também produz muitos outros índices, dentre eles alguns relacionados à construção e ao mercado imobiliário, tais como IPOP (Índice de Preços de Obras Públicas) Índice FipeZap (Preço de Imóveis Aluguel e Venda), Abrainc/Fipe (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), todos eles muito importantes para o setor.