CP pelo CP

Em 2012 o Cacos de papel completou 7 anos, trazendo informações sobre o que está acontecendo na floresta e na UFPR para os alunos d e Comunicação Social


Por Ana Carolina Maoski e Ana Clara Tonocchi

[publicado originalmente em abril de 2013]

Antecedentes

Quem algum dia reparou com atenção nas paredes do CACOS provavelmente passou os olhos por alguns papéis coloridos colados próximos aos sofás. Esses papéis são edições antigas de jornais do centro acadêmico, de iniciativas anteriores ao Cacos de Papel. A mais antiga que encontramos lá é o número zero do jornal Juntando os Cacos, datado de março de 1994. André Tezza, formado em Publicidade e Propaganda participou desse veículo: “Eu cheguei a participar do Juntando os Cacos — creio que saíram algumas poucas edições. Nesta época, eu fazia parte do Cacos e o jornal era do Centro Acadêmico. Intenções? Era um jornal de cultura — pelo menos os meus textos falavam de cultura. E, sim, era aberto para as três habilitações“ . Nos anos anteriores a esse, a prática mais comum era outra, segundo a professora, formada em jornalismo pela UFPR, Kelly Prudêncio, na sua época de faculdade, por volta de 1993, em termos de comunicação interna os alunos tinham outra prática: “O que a gente tinha muito era jornal mural. Como não tínhamos dinheiro para muitas cópias, nós fazíamos uma e colávamos no mural. Nós estudávamos na Santos Andrade, tínhamos pouca aula, os professores não apareciam e dividíamos o espaço com o curso de direito. A gente brigava muito com eles, eles falavam mal da gente e nós deles, inclusive teve um menino que nos chamou de feios, sujos e pobres. No mural da cantina a gente escrevia cartas detonando eles, eles iam lá arrancavam nosso papel e colavam o deles detonando a gente, mas era isso “. Encontramos também edições do “Cacos populares” que teve seu primeiro exemplar em Outubro de 98, e de “O Lenhador” que era veiculado por volta de 2002.

O Cacos de Papel

O Cacos de Papel, do jeito que conhecemos, foi criado em 2005 pela
chapa “Cacos Aberto” e sua primeira edição circulou em setembro do mesmo ano. O editor do jornal era Chico Marés, e o CP contava com a participação principalmente das pessoas do primeiro ano. Chico diz que a intenção na origem deste, era “praticar um pouco do que a gente tinha aprendido com jornalismo até aquele momento e, ao mesmo tempo, informar para o estudante sobre o que acontecia no campus. A ideia era fazer um veículo dos estudantes para os estudantes”. Ele também afirma que era importante por trazer um tom mais plural as discussões do Decom. Afinal, era (e ainda é) um espaço aberto para que circulem diversas opiniões. Para Phillipe Trintade, ex-aluno de Jornalismo, um jornal do centro acadêmico é importante para toda a Comunicação: “Para os jornais, é a chance de estrear informalmente, pré-Jornal Comunicação, sendo possível errar e acertar livremente. Também sempre foi uma grande janela de experimentação para PPs e RPs gerar material de propaganda e institucional para veicular no CP”. Alguns tópicos são constantemente tratados — até porque, quando se tratam de problemas, estes nem sempre são resolvidos, fazendo com que algumas pautas sejam necessárias e constantes. Optativas, estágio, problemas de estrutura no campus, de falta de material ou professores são assuntos recorrentes Em 2006, o primeiro Jogos Universitários de Comunicação Social aconteceu e, a partir de então, entrou na pauta do CP. O Putz, que este ano chegou a sua décima terceira edição, também é material presente, assim como a Vinhada (tema da edição que você tem em mãos!). Desde sua criação, já foram mais de 20 edições, com uma média de três diferentes por ano. A tradição do curso de Comunicação deve ser mantida para que os próximos anos também tenham um pouquinho dessa experiência.

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