A aldeia global e sua influência

Assim como a chegada da família real mudou plenamente a história do brasileiro, a televisão revelou-se como o marco de uma nova geração e de uma nova cultura, pois foi influência tanto na política, quanto no modo de agir da sociedade desde sua chegada.

Através do magnata paraibano, Assis Chateaubriand, a televisão chegou ao Brasil em meados de 1950. A princípio, os aparelhos foram distribuídos em grande quantidade pela São Paulo, para que seu alcance fosse maior e em 1950, ao som do cantor mexicano Frei José Mojica, foi ao ar a Rede Tupi, primeira emissora de televisão do país.

Para cidadãos que só tinham acesso às informações externas meses depois de terem acontecido, a televisão, como meio de comunicação de massa, potencializou no Brasil o conceito de “aldeia global”, do filósofo canadense Herbert Marshall McLuhan, exposto em seu livro “A galáxia de Gutenberg”, pois ela proporciona um fluxo maior de informações e interliga lugares desde sua criação. Foi transmitido, por exemplo, em 1969, a primeira ida do homem à lua e em 1970, o Brasil como campeão, pela primeira vez, da Copa do Mundo.

A partir de 1968, época em que foi implantado o AI-5 (Ato institucional 5) na ditadura militar, as emissoras tornaram-se um porta-voz do Regime, e eventos como a inauguração da Ponte Rio Niterói foram anunciados como grandes feitos do Governo. Alguns canais apoiaram a ditadura, enquanto outros mantinham-se neutros.

Atualmente, apesar de seu passado carregado, a televisão, com o advento da internet, deu muito mais acesso às informações fidedignas. A promoção de debates políticos, por exemplo, dão aos brasileiros uma noção maior dos seus candidatos, favorecendo a democracia. Essa preocupação das emissoras é muito essencial e tem aberto nossa mente cada vez mais.

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