Tudo Ficará Bem


“Como pode ser gostar de alguém e esse tal alguém não ser seu?” — Jeneci
Pianinho — Esteban Tavares

Ok. Eu sei. Não é a primeira, nem a última vez.

Um olhar terno, envergonhado, escuro. Um sorriso aconchegante, seguro, numa boca rosada um pouco maior do que deveria. Mãos perdidas nos joelhos inquietos, que, esticados, caminham daqui pra lá e acolá, sem rumo, com a cabeça cheia de ideias. Muitas palavras.

Sim, mais uma vez me inspirou o espírito aventureiro…não, não me entenda mal, não gosto de paraquedas, nem cordas ou essas coisas; Não, não me entenda mal, não quero dissecar corpos, mas sim essas pessoas inquietas, com uma voz suave, fraca e uma mente cheia de mistérios que sempre me atraem.

Tenho essa vontade nata, intrínseca de chamar, conversar, questionar. Essa
vontade inquestionável de explorar, aprofundar, entender, abraçar. Sim, foi uma gradação. Essa vontade agonizante de me aproximar, segurar as mãos, abraçar de novo e dizer que tudo está bem, ouvir que tudo ficará bem.

Não, não me entenda mal. Eu não fui. Eu nunca vou. Mas a ideia, sim, a ideia fica…não me diga que é amor, paixão…amigo, eu não sei o que é. Mas eu tenho essa vontade, que todo tímido no fundo tem, de gente. Tenho vontade de gente. Tenho vontade de alguém pra segurar as mãos. Tenho vontade de uma boa conversa.

Tudo ficará bem.
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