Não ter mais 15, nem 20 anos

mas, ufa, estar aprendendo a cada ano que passa

Thomaz Cunha
Jul 29, 2017 · 2 min read
Imagem: Unsplash

Vinte e seis anos. Não tenho mais meus 15, nem meus 20. Estou mais perto dos meus 30 e ainda sinto que estivesse com 18 em um corpo de um vovô sedentário de 65 anos. Podem rir. Eu estou bem, muito bem, mesmo assim.

As luzes se apagam. Durmo. Acordo. Volto à rotina. Volto pra casa. As luzes se apagam. Tudo de novo outra vez. Repete. Repete. Repete. A rotina cansa, às vezes. Eu penso. Vida que segue.

26 anos não é tanto assim, alguns vão dizer. Verdade. O que você teria dito se encontrasse com o seu eu com aqueles 15 anos que visualiza os 25, 26? Vai ficar tudo bem? Sim, vai ficar tudo bem. Sempre fica. Continua lutando pelo teu futuro. Sorria. Chora. Faz um draminha, sim. Enxergue. Exagere. Saia de fininho. Chegue para brilhar. Se não for pra isso, nem saia de casa. Sempre. Sinta. Diga que ama. Não é fragilidade alguma. Encontre força para se transformar e para mudar por onde passa, do seu modo, mesmo que pouco.

Você não vai ser tão velho assim quando estiver com 26 anos. Relaxa. Vai dar tempo de tudo. Ah, e veja o lado positivo das coisas, tá, do que aparece aí na tua vida e que parece ser uma desgraceira? Não é. A vida vale a pena. Tudo pode ser superado. É assim que tem que encará-la: com mais tranquilidade e certeza que dará certo. Para quê tanta aflição?

Pergunte-se “o que você guarda aí dentro?”.

Guarda o que viveu? Muito bem. Que seja para aprendizado. Todas as fases. Por que viver é passar cada uma e no final carregar consigo apenas o que foi preciso para se tornar melhor, subir mais um degrau, avançar.

Guarda sentimentos bons? Muito bem. Escolha sentir o que for preciso e se destitua do que não lhe serve.

Não seja superficial, não trata as suas relações com desdém. Coloque fim quando precisar.

Não tenha medo de mergulhar e lembra de voltar à superfície para respirar. Você é mortal.

Não se apegue ao supérfluo.

Não sofra desnecessariamente.

Olhe para o lado, para o próximo.

E, sem dúvida, tenha amor, próprio e para propagar. Valorize-se, pois a sua própria companhia, bicho, não te deixa só por nada nunca.

Guardando isso e mais um pouco, sendo aos 26 ou a idade que for, de resto a gente chega voando onde desejar. Vinte e seis anos ou sessenta. Não ter mais os 15, nem os 20 anos, mas estar aprendendo a cada ano que passa. Ufa, é isso que vale a pena ao final de tudo. Sinta-se aliviado. Você estará no caminho certo.

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Crônicas para instigar. Contos para envolver. Ficção para entreter.

Thomaz Cunha

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gaúcho. canceriano. escreve na NEW ORDER. insta: thocunha

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