Sobre 1 ano de ContaAzul

09/02/2016, não é? Um artigo em pleno feriado de Carnaval, mas que marca, não só, mas também e orgulhosamente, meu 1 ano de ContaAzul.com
Fora algumas citações nas redes sociais, fotos e conversas com amigos, nunca expliquei publicamente minha experiência em trabalhar no marketing de uma startup. Inclusive, a primeira startup brasileira selecionada pela 500Startups para receber mentoria no Vale do Silício. Dado esse início principal aqui, foi muito trabalho braçal, milhares de neurônios queimados e várias (VÁRIAS) cervejas tomadas pelos sócios-gente-como-a-gente que sentam no chão para conversar e perguntam como andam as coisas nas idas, vindas e paradas no lounge para comer uma melancia ou um misto quente. Enfim, são muitos os tópicos que pretendo desenvolver ao longo de outros posts.
Mas conte-nos, Egon, como está sendo?
Pois, às vezes, é meio inacreditável pensar que está em uma das melhores empresas para se trabalhar, e se não, A. Aqui tudo acontece.
Quebrou-se o paradigma, e muito disso devido a cultura trazida do Vale, de indústria. Bater ponto é coisa do passado! Aqui o ideal é o funcionário ser livre, poder se expressar. Eu mesmo tenho um cabelo BEM cheio. Dias ele está armado, dias preso, dias e dias. Há quem raspe, há quem pinte da cor que queira, há quem use peruca, se for vontade. O que vale aqui são seus conhecimentos, seus resultados e não a forma como você se apresenta ou senta em sua cadeira. Venha de bermuda e chinelo que tá massa.
Mas e qual a utilidade, Egon. Por que eu daria essa liberdade ao pessoal e transformaria minha empresa em um desfile?
Desfile? Claro que sim. Desfile!
A solução é a seguinte: se a pessoa é livre, se sente bem, se sente bem-vinda, à vontade, ela vai produzir muito melhor. Primeiro porque ela vai dar valor a um lugar que não a padroniza, não aperta o nó da gravata em seu pescoço e manda produzir oito horas diárias num cabresto e sem olhar para os lados. Depois, porque se a pessoa não precisa se preocupar com alguns “modos” banais que são regras nas grandes empresas; ou com quem pode conversar ou não, ela vai se preocupar é com o seu projeto pronto em cima da mesa (ou embaixo, caso se sinta mais confortável).
Sobre meu processo seletivo, e o processo que os interessados pelas vagas batalham para chegar ao final, pretendo desenvolver em outro momento. Mas já adianto que é preciso ter garras para agarrar essa isca.
Desde o primeiro dia com os pés dentro da empresa, quando a sede ainda era a antiga, ocupando algumas salas no campus da Univille, eu já respirei um ar diferente do que eu imaginava que qualquer empresa poderia ter. Passando pelo louge me deparei com pessoas fazendo seus lanches, jogando vídeo game, e até dormindo nos puffs. A “regra” é a seguinte: se você já fez o que tinha que fazer (ou precisa se sentir bem antes de começar a fazer) relaxe um pouco, converse, se distraia, e então trabalhará com mais empenho. Os resultados? Ótimos, como esperado.
É claro que nossas metas são super altas. Trabalhamos com números e medições. Por exemplo, meu time é dono do blog.contaazul.com e temos como principais número esperados, os de visitantes, leads, MQLs e dowloads de materiais ricos. A batalha para trazer esse pessoal é suada: campanhas, envios de emails, remarketing, impulsionamentos em redes sociais e o que mais decidirmos ao longo das sprints.
O desafio nos inspira
Minha parte em tudo isso é a redação. Fora as reuniões de pautas, brainstorms com o time, alinhamentos, dailys, ou seja, tudo para que as estratégias planejadas ocorram como esperado, a minha maior responsabilidade é a redação.
Lá em fevereiro de 2015, quando entrei na sala do marketing pela primeira vez, eu só tinha meu conhecimento de ter trabalhado em agência, com vários clientes distintos, e meu conhecimento de escrita de minhas próprias redações, crônicas e poemas, o que para a ContaAzul eu considerava apenas uma base, é claro. Me deparei, até então, com um Manual de Tom e Voz ainda em construção, com personas formadas, mas sempre questionadas, pois a empresa ainda era (ainda é) nova e cresce cada dia mais, portanto as dúvidas sobre a linguagem do cliente ainda pairam no ar. Mesmo que hoje em dia já tenhamos um documento muito direcionável, bem formado e correto.
Minhas tarefas iniciaram com as trilhas de emails que os clientes recebiam após baixar os materiais ricos: e-books, infográficos, vídeos, planilhas. Passei meses escrevendo textos que até hoje já sofreram milhares de alterações, alguns caíram em desuso e atualmente formatamos eles totalmente, fizemos novos layouts e novos conteúdos. Tudo muda, todas as estratégias, tudo conforme pesquisas com clientes para melhora de experiência e estudos nossos sobre novas ferramentas e mercado de marketing.
Depois trabalhei escrevendo os anúncios para o Google e spots, merchandisings para rádios e YouTube. Mas, desde o começo já revisava os conteúdos prontos que vinham de uma agência, e ajudava a postar. Atualmente estou no time de Inbound Marketing, trazendo conhecimentos das outras squads que participei.
Em Inbound trabalho com vários especialistas de coisas diferentes, e atuamos juntos, opinando e conversando sobre o trabalho um do outro, o que nos acrescenta e aprendemos de tudo um pouco.
Eu sei que em 1 ano, muitos foram os aprendizados: conteúdos, demandas e incertezas desenroladas em um trabalho de equipe, de um redator em meio a uma onda de diárias mudanças e caminhos para percorrer e chegar no cliente com um discurso que agrade, sugira coisas boas e ajude o empreendedor entender o que fazemos, o que queremos, e o que almejamos para ele e sua empresa; mas o que está por vir ainda é maior. O que eu e os outros colaboradoress já passamos, é de uma imensidão que não poderíamos medir. E sabemos, eu e você, que não teríamos passado, nem aprendido, 50% do que vimos na ContaAzul em outro lugar, pois temos a cultura e um desenvolvimento de uma empresa que está além das expectativas. Eu diria, até, uma empresa do futuro.
Os desafios são diários, as tarefas são suadas e inovadoras a cada demanda de um modo diferente. Mas, como sabemos da cultura da própria empresa, o caminho pode ser divertido, e é. E seguimos ele conforme a dança, para alimentar cada dia mais essa Conta-que-é-Azul.
Até mais ver,
Egon Zek ;D