Estudantes cobram que DCE da UFMG convoque Assembleia sobre segurança no Campus

Estudantes da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da UFMG cobram que o Diretório Central dos Estudantes convoque uma Assembleia sobre segurança no Campus. Por meio de assembleia da Fafich, foi aprovada a formulação de uma carta a ser enviada ao DCE, cobrando a convocação da assembleia.

“Solicitamos ao DCE em sua competência de entidade representativa de todas e todos estudantes da UFMG, a convocatória de uma Assembleia Geral dos Estudantes a fim de debatermos com devidos cuidados a segurança na UFMG”

A assembleia aconteceu no ultimo dia 30 e foi convocada pelo Diretório Acadêmico Idalisio Aranha, da Fafich UFMG, com a pauta de segurança no campus. Entre outras deliberações, a assembleia aprovou a Carta que já foi enviada.

Alguns assaltos ocorreram no campus Pampulha da UFMG nas últimas semanas. A questão provocou inúmeras reações nas redes sociais e esse aspecto implantou um clima de medo e desespero. Junto a isso, a espetáculo promovido por alguns veículos de comunicação corroborou para o clima de terror.

A Reitoria, quando se pronunciou no dia 25 de agosto, definiu algumas medidas emergenciais para a segurança no campus. Publicou uma nota sem consultar os Conselhos deliberativos, tão pouco os seguimentos de estudantes, técnicos e professores. A publicação dessa nota conformou um quadro de confronto a democracia e desrespeito aos espaços de debate, antes da implementação de medidas.

Compreendendo que a questão da segurança é um problema estrutural da universidade há vários anos, a assembleia concluiu sobre a necessidade de combater o estado de pânico, terror e sensacionalismos. Através do debate e da busca de medidas de segurança que vissem a humanização e a ocupação do espaço, ao contrário da militarização.

Devemos construir alternativas coletivas e que fujam de ações paliativas e superficiais em consequência do terror. Ainda, devemos ressaltar a importância de se politizar o debate no contexto da UFMG.

Abaixo a Carta Aberta publicada: