A Place to Departure

E se fosse possível tocar o outro lado do mundo?
Conectar-se é vibrar junto, troca simultânea entre universos particulares. Começa no toque, um encontro de olhar, depois as distâncias vão aumentando. E a presença física, antes essencial ao reconhecimento do outro, foi encontrando seus contrapontos tecnológicos. Centenas de milhares de diálogos ministrados através da tela. Mas permanece sendo o contato o jeito mais natural de estar junto.

Foi a partir desta reflexão que surgiu a Janela: A Place to Departure. Interação tátil independente das coordenadas tempo-espaço.

O primeiro happening ocorreu nas cidades de São Paulo e Beijing em 2014, com uma peça instalada em cada cidade. Dentro do complexo Red Brick Galleries a Janela atraia os visitantes, que tateavam sua superfície em grande expectativa. A segunda, na galeria Coletivo Amor de Madre, convidava à mesma experiência. Quando o toque obtinha a resposta esperada o pulso era sentido. Encontro manifestado em vibração.

A instalação em Beijing (2014)

A Janela, embora aparente ser crua e simples, é tão complexa quanto o traduzir de qualquer sensação. À vista vidro e madeira, mas esconde sensores e atuadores. O Lider monitora o perímetro, que identifica e armazena as coordenadas pressionadas. A combinação dos dados ativa o segundo aparato. O transdutor é responsável por emitir uma freqüência de som que faz o vidro vibrar.

A instalação no Coletivo Amor de Madre, em São Paulo

O padrão estético do painel de madeira foi inspirado em projetos de treliças chinesas. Os contornos que surgem são fundamentados em estruturas matemáticas. Nós da D3 percebemos as infinitas possibilidades da tradicional arte oriental e criou um algoritmo. Acoplado como estação satélite à instalação da Janela, possibilita traçar um estilo único para qualquer localização inserida. O p​attern da janela é criado por algoritmos ligados à coordenadas geográficas do lugar onde esta será instalada. Estes reúnem atributos locais que darão ao objeto o seu próprio sentimento de pertencimento: o local define sua forma.

Tecnologia e design, quando combinados de forma sensível, questionam fronteiras e provocam insight. Vivemos em um mundo onde soluções artificiais são cada vez mais frequentes, mas sempre existirá a possibilidade de diminuir a fiação aparente. Pouco a pouco retornamos a ambientes mais naturais.

A instalação em Dubai (2015)

Em outubro de 2015, a D3 e o Coletivo Amor de Madre foram convidados a participar da Dubai Design Days.​ Desta vez, foram instaladas três janelas: duas em Dubai (A​l Fahidi District e D​ubai Design District)​, e a outra em São Paulo, no meio da Avenida Paulista, onde aqueles que passaram tiveram a oportunidade de interagir com a obra. Mais uma vez, o toque foi capaz de encurtar distâncias, e unimos duas pontas de Dubai com outra ponta do mundo.

Mais informações no site do projeto:

Beijing (2014)
Beijing (2014)
Beijing (2014)
Beijing (2014)
Dubai (2015)
Dubai (2015)
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