FoodViews Brasil 2017: Cultura Digital & Cultura Gastronômica reinventando os negócios

O fundador do “Da Fome à Gastronomia”, Diogo Tomaszewski, esteve presente e vai nos contar todos os detalhes desse encontro que reuniu pessoas de diferentes backgrounds, mas unidas com o mesmo propósito: discutir o papel da alimentação no nosso cotidiano.

Aconteceu no último dia 16 de outubro, na Unibes Cultural, o FoodViewsBrasil, um encontro organizado pela Madame Aubergine Cozinha e Cultura que tem como foco a disseminação e discussão da temática alimentar nesse mundo cada vez mais digital que vivemos.

Afinal, quem é Madame Aubergine?

Antes de começarmos a falar propriamente do evento, cabe uma pequena contextualização: a Madame Aubergine surgiu em 2005, do encontro de duas apaixonadas pela área de alimentação, com o objetivo de promover a gastromídia e o eatertainment.

Marisa Furtado é publicitária, jornalista e gastrônoma, tendo se especializado em Gastronomia, História & Cultura pelo SENAC. Além disso, é sócia e Diretora de Inovaçao na agência Fábrica Comunicação Dirigida. Fundou em 2005 o Madame Aubergine Cozinha & Cultura com o intuito de exercitar novos talentos do seu “lado B”, através do desenvolvimento e curadoria do projeto.

Andrea Russo, por sua vez, é especialista no relacionamento entre consumidores e marcas. No Madame Aubergine, atuaa atráves do desenvolvimento e implantação de projetos para construção e fortalecimento de marcas, além do relacionamento e ativação multicanal. Atualmente, está no processo de se tornar sommelier pela Associação Brasileira de Sommeliers.

O encontro propriamente dito.

Video teaser do evento

Com início previsto para as 2pm, o evento aconteceu na Unibes Cultural, uma casa de origem judaica dedicada à promoção da cultura local. De acesso fácil (a casa fica ao lado do metrô Sumaré), não houveram dificuldades para localizar o local do evento.

Logo no credenciamento, uma surpresa: ao realizar tal processo, você recebia duas fichas que davam o direito a tomar duas xícaras de café ao longo do evento. Por que não basta alimentar nossa mente, também se faz necessário alimentar nosso corpo.

Com a exposição de ideias dos palestrantes começando por volta de 2:15pm, um esclarecimento foi declarado:

Ao longo do evento, iremos explorar dois possíveis cenários de futuro: aquele tecnológico, proveniente do Vale do Silício, e outro agrário, baseado em uma releitura da nossa relação com a natureza.

E, de fato, isso aconteceu. O evento contou com a seguinte metodologia: uma dupla de palestrantes realizava sua fala, abriam-se perguntas para a plateia, e após isso, iniciava-se uma nova rodada de exposição de ideias. Tal dinâmica repetiu-se por três vezes, cada qual abordando um foco diferente relacionado ao mundo da alimentação e comunicação. A seguir, alguns detalhes sobre os diferentes blocos de talks:

  1. Caroline Ferraz (F.biz) & Denis Chamas (Unilever & xxxxx), com “Insights Sobre o Futuro da Comida direto do Vale do Silício”

Quando pensamos no futuro tecnológico da comida, podemos dizer que existem quatro movimentos que estão emergindo atualmente:

  • Novas formas de produção;
  • Hiperpersonalização;
  • Transparência Aumentada (AT);
  • Experiência Além da Comida
  1. Priscila Sabará (FoodPass) & Alessander Guerra (Cuecas na Cozinha), com “Estratégias Digitais e MarketPlace: a Cereja do Bolo”

A alimentação possui um papel essencial no que se refere ao entretenimento. É através da cozinha, por exemplo, que são criadas experiências e memórias marcantes para o público.

Para finalizar o evento, foi chamado o “chef multimídia 2.0" Guga Rocha. Divertido, ágil e carismático, o chef conseguiu passar uma importante mensagem final: quando pensamos em alimentação, precisamos falar de auto-conhecimento. É apenas através dele que conseguiremos construir os futuros que gostaríamos de viver. E mais do que pensar, é necessário agir para que sejamos os protagonistas da mudança que queremos promover no mundo.

A maneira com que apresentamos a comida à população é essencial para a aceitabilidade da mesma. Um dos grandes desafios para o próximo ano é fazer com que essa aceitabilidade ocorra com os insetos, uma importante fonte de proteína emergente.

  1. Gonzalo Barqueiro (Tropical Sustainability Institute), com “Manejo Sustentável: o Campo Sano do Futuro”

A organização e a construção do evento em si foi algo primoroso. O cuidado com a experiência que o usuário com certeza foi algo marcante. Como exemplo, podemos citar que todas as cadeiras continham uma garrafa de água, algo extremamente confortante, dado o clima da cidade.Algo que me incomodou levemente, entretanto, foi o fato de não haver um intervalo definido para coffe-break. Ao longo das 4 horas de evento, teria sido interessante um momento para levantar-se, trocar de ares e conversar com outros participantes.

No final do dia e do evento, me senti feliz: com discussões pertinentes e necessárias ao mundo moderno, conhecer um pouco mais de diferentes visões que são possíveis acerca da alimentação faz todo o sentido.

Que mais espaços como esse tornem-se comuns à população, e que consigamos explorar todas as potencialidades que a alimentação é capaz de nos proporcionar.