POR QUE FALAR DE CAFÉ É FUNDAMENTAL?

Humberto Tozze
Aug 31, 2018 · 4 min read

Trata-se da segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água. A paixão pelo café não é um fenômeno que ocorre apenas no Brasil e muito menos é algo novo: o consumo do café data do século XIV. Há uma lenda que fala sobre a descoberta do fruto por um pastor na Etiópia, que ao notar que suas cabras se tornaram ativas após ingerirem daquele alimento permaneciam acordadas durante a noite. Teria descoberto, portanto, o popular efeito da bebida. O seu conhecimento foi logo difundido entre alguns monges que misturavam a fruta com água e viraram a noite durante as longas horas de estudo. Nada muito diferente dos dias de hoje. Hoje o café tornou-se um componente fundamental em nosso dia a dia.

O produto também foi um marco para a história do Brasil, sendo o protagonista de exportação da economia brasileira no século XIX e início do século XX, sustentando o império e a República Velha. A cafeicultura no Brasil beneficiou-se da estrutura escravista do país, sendo incorporada ao sistema plantation, caracterizado basicamente pela monocultura voltada para a exportação, a mão de obra escrava e o cultivo em grandes latifúndios. Além disso, é importante ressaltar que a produção cafeeira beneficia-se do clima e do solo propícios ao seu desenvolvimento.

Originalmente conhecido como Kahwak (“força” em árabe), o plantio e preparo do café foram aprimorados pelos árabes. Que foram responsáveis também pelo processo de torrefação, o que contribuiu para a expansão do seu comércio, que alcançou a Pérsia, o Egito, a Síria e Turquia. Enquanto que o cultivo do café no Brasil data do século XVIII.

O café — nome científico Coffea Arabica — nada mais é do que um grão originado pelos cafeeiros, arbustos da família Rubiaceae. O café como conhecemos passa por um longo processo de lavagem, secagem, torra, etc. Sendo que ao todo, a produção do café envolve 11 etapas — que serão tratadas mais adiante -, que vai desde o plantio até o teste de sabor pelo barista.

Há inúmeros motivos para amar o café. Seja o Espresso, a Prensa Francesa, da cafeteira italiana, ou o tradicional coado, o café é dono de nossos corações. Prova disso é que o Brasil segue como o segundo maior consumidor de café, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Apenas em 2017, foram consumidas 1 milhão de toneladas (21 milhões de sacas) no País. Além de movimentar uma receita de mais de U$5 bilhões em exportação.

Para além do desejo estimulado pelo seu cheiro, o consumo do café está diretamente vinculado à produtividade e otimização da memória, além dos benefícios para a saúde: alguns estudos apontam que uma xícara de café por dia é capaz de aumentar a longevidade. Além de diminuir os riscos de doenças cardiovasculares.

Por todos estes motivos faz-se fundamental criar novos espaços para falar sobre o café — objetivo o qual esta editoria busca contemplar. Assim como encontrar brechas novas oportunidades para tomá-lo também.

Coffee Week Brasil

Uma iniciativa para amantes do café é o Coffee Week Brasil, o maior festival de cafés no País que busca dar a oportunidade ao consumidor de vivenciar a experiência de degustar diferentes qualidades da bebida através de um roteiro promocional que apresenta cafés de variados lotes, regiões e extraídos por métodos diversificados, bem como em drinques frios ou quentes. Um dos grandes objetivos do Coffee Week Brasil é fomentar toda a cadeia cafeeira através de novos experimentos gerados ao consumidor.

Entre os dias 10 de agosto até dia 26, nas cidades de São Paulo (SP) e Curitiba (PR), diversos estabelecimentos aderiram a proposta do festival: oferecer café de grãos nacionais de qualidade por um preço acessível (entre R$ 9,90 e R$ 14,90).

A barista Flavia Pogliani, criadora e curadora do evento, comenta que o café está em toda parte, é o “elo” para diferentes motivos de encontros, sejam profissionais ou de lazer. “Por isso, a ideia com o Coffee Week Brasil é ressaltar os lugares onde o consumidor encontra a bebida, podendo ser, além das cafeterias, em sorveterias, bares, restaurantes, padarias, pubs, hamburguerias etc”, acrescenta. Flavia também é dona da menor cafeteria da cidade de São Paulo, a The Little Coffee Shop tem o espaço interno de exatamente 1,88 m² e um balcão de atendimento na calçada, onde também há uma mesinha de apoio e duas banquetas para quem quer tomar o seu café por ali.

Ao todo, em seis edições, o festival impactou mais de 250 mil pessoas nos estabelecimentos participantes. Para este ano, a expectativa foi impactar mais de 50 mil apreciadores de café em 16 dias de promoção nos endereços confirmados no roteiro.

Acompanhe a iniciativa em www.coffeeweekbrasil.com.br e nas redes sociais facebook e instagram @coffeeweekbrasil.

Da Massa

Produção de conteúdo feito por alunos de jornalismo da PUC-SP

Humberto Tozze

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LGBT. Estudante de jornalismo. Dramaturgo. Doido por política, direitos humanos, biografias e teatro.

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