grupos
num gesto irrefletido, abandonavam os corpos já demasiado grandes e pesados, na procura de uma distração entranhada nas rotinas, como seres amorfos e inconsequentes que eram.
viviam solitariamente em comunidades distintas, regidas por círculos de influência camuflada por expressões de opinião vagas, num paradoxo quase consciente de quem morto está a tentar sobreviver.
poucos eram os que acreditavam ainda no amor, na construção do eu através do outro e das consequências das suas acções.
poucos eram os presentes (no tempo, no espaço).
poucos eram os que sonhavam com algo maior que eles próprios.
ele fazia simultaneamente parte desses dois grupos de seres. ambos entorpecidos.