Daniel Nogueira
Aug 29, 2017 · 2 min read

Jesus respondeu: O meu ensino não é de mim mesmo. Vem daquele que me enviou. João 7.16

Desde o início do Seu ministério, Jesus fez questão de equilibrar seu ensinamento com a prática. Na época de Jesus era normal haver diversos teóricos que baseavam suas doutrinas em conhecimento proposicional, suas vidas não refletiam em nada as verdades que pregavam, a ponto de Jesus dizer: Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Mt 23.3.

Para Jesus este desequilíbrio fazia da religião um grande engano, pois apesar de comunicar verdades eternas estavam presos a uma pratica abominável.

No sermão da montanha, um dos mais conhecidos de Jesus, ele refuta uma série de comportamentos errados e consequentemente os ensinos provenientes deste comportamento. Em Mateus 5.19 há um ensinamento precioso: O prêmio é para quem viver e ensinar outros a viverem o mandamento de Deus. Assim como o castigo é para quem violar e ensinar outros a violarem. Obviamente a nossa prática serve de ‘ensinamento’ para outros, mas a palavra grega utilizada por Jesus é διδάξῃ (didaxē) com o sentido de produzir um ensinamento, explicar como fazer.

Nos evangelhos há cerca de cem (100) referências de Jesus ensinando, pregando, instruindo e contando parábolas; uma grande parte do ministério de Cristo foi gerar nos seus discípulos uma consciência correta sobre o que era e o que não era o Evangelho. Em muitos de seus ensinamentos ele usa alegorias para facilitar a compreensão, uma técnica usada por professores, que Jesus demonstra dominar perfeitamente.

Então Jesus perguntou: “Com que se parece o Reino de Deus? Com que o compararei?” Lc 13.18. É na teoria do seu Reino que Jesus convida seus discípulos a fazerem a diferença, com a convicção de que suas palavras serviriam de abrigo para vidas que viriam milhares de anos depois (Lc 13.19).

A esta altura você já deve estar se perguntando o que é mais importante, prática ou teoria? Mas para Jesus, assim como para caminhar perfeitamente é preciso que ambas as penas estejam saudáveis, tenham crescido igualmente e estejam fortes o suficiente para prosseguir; não há como desvincular a teoria da prática, quando uma falta o desequilíbrio é certo.

Daniel Nogueira

Pensamentos e palavras de um jovem escritor.

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