Eu imagino que não deva ser fácil sentir-se parte de uma comunidade de fé. Não são poucas as pessoas que, mesmo desejando estabelecer interações significativas, sentem-se desconectadas do grupo.

É como se houvesse uma barreira entre as cadeiras, entre as fileiras, entre os olhares.
Não se trata de ser mal tratado, mas de não ser acolhido com afetividade. Parece que não conseguem se misturar, se envolver e se abraçar com o que acontece no dia a dia da igreja.

Em outras épocas, eram ativas, empolgadas, felizes, mas agora mal conseguem trocar duas palavras com quem está sentado ao lado. Gostam do ambiente, são desafiadas e transformadas pela pregação, admiram a visão dos líderes, mas não constroem amizades.

Chegam a sentir um vazio amargando a boca enquanto cantam louvores ao Eterno. Ficam se perguntando porque não conseguem atrair o carinho dos outros. Porque não estão nas fotos, nas festas, nas rodinhas de conversa no final do culto, ou na quadra disputando a bola que acertou a cabeça do diácono-goleiro e virou piada no sermão do domingo seguinte.

Isto poderia mudar com gestos tão simples. Era só a gente abrir mais espaço para que as relações sejam multiplicadas.

Precisamos sair do nosso conforto para confortar os que acabaram de chegar.
Tudo bem, tem gente que rejeita a nossa gentileza. Mas não desista no primeiro convite. Faça disto uma missão. Hospede irmãos e irmãs na tua história.

Crie pontes! Demonstre interesse e ore por aquele rosto até que ele seja importante pra você. Esteja mais atento e faça do teu sorriso um maravilhoso bem vindo.

Texto do excelente Thiago Grulha

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