Mais do que uma residência: uma casa

Um relato sobre uma pequena parte do muito que levei do data_labe

Os últimos três meses acabaram se tornando uma experiência que virou minha vida de cabeça pra baixo. Antes do data_labe, eu nunca sequer tinha entrado no complexo da Maré, e foi quase como ter descoberto um mundo mágico lá dentro: com cultura, beleza e comércio próprios (inclusive vou sentir saudades da quentinha da pensão Sabor de Menina).

Trabalhar lá significou ser impactado todos os dias por novas descobertas. Não só descobertas de lugares incríveis, como o Bar da Lica, mas também porque o data_labe é um polo de autorreflexão - isso é bastante estimulado.

Pensar tanto sobre os processos e sobre as pessoas tornou nosso trabalho principal, o Checazap, muito mais rico. Tivemos de nos desprender um pouco das nossas ideologias políticas e bolhas sociais, olhar mais para o outro e menos para si. O mês de formação ajudou muito nisso, cada aula era muito enriquecedora e só com gente top! Estar em diferentes grupos no WhatsApp pareceu uma coisa muito difícil de lidar no início, mas quando resolvi ceder um pouco, passei a ver os outros pontos de vista menos como absurdos e mais como pontos de vista.

Também fomos a São Paulo e conhecemos a galera da #Énois que esteve com a gente nessa. Mas a galera do Rio é insuperável! É incrível como o data mostra que um ambiente de trabalho pode ser realmente acolhedor: não houve um dia sem risadas e sem uma boa troca de conhecimentos. Saí de lá com outra cabeça sobre política, periferia e pessoas (memes também, PIC). Sou eternamente grato pela experiência. Muito obrigado!

Por fim, uma imagem que simbolizou o início de uma jornada inesquecível. Jornada essa que nunca acabou, e tenho certeza que ainda vamos percorrer um longo caminho juntxs!

Os residentes e parte da equipe do data_labe na viagem para São Paulo