O que eu (não) fiz ficando 1 semana em casa
Até semana passada estava como funcionário terceirizado em uma empresa. Tempos difíceis, acabei aceitando uma vaga sem ter a certeza da efetivação, em busca da estabilidade a curto prazo. Fui recompensado pelo bom trabalho com a contratação na empresa em que estava alocado. Porém, meu contrato se encerrou dia 27 (segunda) e por causa da folha de pagamento da minha nova empregadora, só poderia iniciar na segunda seguinte, dia 03. Como resultado tive mini férias forçadas de 6 dias. O que tirei dessa experiência? Vamos tentar descobrir a seguir:
Terça-feira, dia relativamente agitado. Acordei no mesmo horário de sempre, pra poder fazer o exame demissional no centro da cidade. Feito isso, busquei meu carro de uma revisão programada. Com metade do dia livre, fui à academia e pude aproveitar com calma meu recém adquirido Nintendo Switch. Tudo lindo. Quarta-feira, acordei um pouco mais tarde, fui direto para o Switch e fiquei nele até umas 14h, quando me vi ainda de pijama. Me troquei e resolvi ir para a academia. Voltei da academia e vi que ainda tinha muito dia pela frente e eu… poucas ideias sobre o que fazer com esse tempo todo. Acabei não fazendo muito mais e a quinta-feira só não foi exatamente igual porque busquei a Caroline Rodrigues no trabalho dela no fim do dia. Sexta, sábado e domingo foram mais animados, mas acho que esses dias nem devem ser levados em conta porque não foram tão diferentes dos fins de semana habituais.
Vendo assim não parece tão ruim, né? Afinal, quem não gosta de fazer uns nadas de vez em quando? Só que eu notei que não fui nem um pouco produtivo. Não abri meus e-mails, não chequei minhas planilhas de controle financeiro, e não me mantive atualizado sobre as notícias do mundo. Tudo porque não estava com o computador ligado na minha frente a maior parte do tempo, como costumo fazer no trabalho.
E eu acho no mínimo irônico que os dias em que eu tenha sido menos produtivos no ano tenham sido justamente os dias em que estava livre para fazer o que quisesse, a hora que quisesse e como quisesse.
Não que isso seja necessariamente ruim, afinal, precisamos relaxar a mente e descasar de vez em quando, principalmente no meu caso em que vou ter no mínimo um ano de trabalho pela frente sem férias. Mas que eu senti que poderia ter feito mais, isso eu senti.
Então o que há de errado comigo? Será que só consigo ser produtivo num ambiente de trabalho, pressionado pelas responsabilidades da profissão e prazos? Será que a falta de rotina me torna irresponsável? Seria o tempo livre um vilão para mim?
Acho que todas as alternativas anteriores…
