Gen Con 50 Preview — mais 10 jogos para ficar de olho

Maior feira de jogos analógicos dos Estados Unidos começa nesta quinta

Semana passada começamos uma lista de jogos que tem previsão de lançamento para a Gen Con, a convenção de jogos analógicos que acontece em Indianápolis, Estados Unidos, neste fim de semana. Além dos 10 jogos da lista anterior, outros jogos dos quais você deve ter ouvido falar bem menos devem chegar aos lojistas e consumidores durante os próximos dias. Conheça alguns deles:

O dragão símbolo da convenção.

DOWNFORCE

À primeira vista, Downforce pode passar despercebido pela sua lista, mas a Restoration Games está deixando claro que vem pra fazer um grande trabalho dando vida nova à vários jogos antigos como este, além de Indulgence e Stop Thief!. Todos eles com o dedo do designer Rob Daviau, que por muitos anos esteve envolvido em projetos similares na Hasbro, onde revitalizou jogos como Monopoly e Risk.

Downforce é a revitalização do jogo Top Race, um jogo de 1996 do Wolfgang Kramer, e se passa durante uma corrida em que os jogadores são apostadores e financiadores da corrida, além de também determinar como os carros se movimentam, o que lembra bastante também o jogo Camel Up. Porém os movimentos lembram mais outro jogo de corrida, Thunder Alley, em que uma carta jogada move não só o carro que você deseja, mas vários outros, mudando a configuração do jogo para o próximo jogador. A experiência parece a de um jogo leve, com muita interação, principalmente pelas apostas e leilão.

EX LIBRIS

Ainda se sabe muito pouco sobre Ex-Libris, porém o suficiente para gerar um grande hype. O jogo tem sido comentado em praticamente todas as listas de jogos aguardados da feira e o peso dos nomes envolvidos dão ainda mais credibilidade a ele. A editora é a Renegade Game Studios, que anda trazendo muita coisa boa (Clank, Fuse, Lanterns, World’s Fair 1893 e Lotus) e ainda promete uma grande surpresa a ser revelada ainda essa semana. O designer é Adam P. McIver, de Coin Age.

Ex-Libris é um jogo de alocação de trabalhadores em que cada jogador é um colecionador de livros numa vila de gnomos. Todos disputam por uma posição de prestígio como o grande bibliotecário da cidade e devem preparar a suas coleções com o que há de melhor, mais raro e valioso para brigar pela posição. O jogo promete bastante interação, com tema divertido e leve.

FLIP SHIPS

Flip Ships é um jogo de cartas cooperativo que envolve destreza num cenário futurista. O tema lembra, de leve, o clássico Space Invaders dos consoles antigos, em que os jogadores precisam defender a terra de uma invasão alienígena. Juntos, eles devem evitar a invasão derrotando as naves menores até que possam atacar a nave-mãe.

O jogo tem um visual bem bacana, colorido, fugindo bastante do visual de jogos sci-fi, o que também remete à leveza do jogo, que promete ser um jogo de menor complexidade, para ser jogado em até 45 minutos. O jogo é do designer Kane Klenko (Dead Men Tell No Tales, Fuse e Covert) e também está sendo lançado pela Renegade Game Studios.

PHOTOSYNTHESIS

Enquanto os jogos com temas biológicos e ambientais vão ganhando espaço no mundo dos tabuleiros, muito se aproveita para criar conscientização dos jogadores de forma bastante lúdica. Photosynthesis é mais um jogo a se aproveitar da ideia e trás um tema muito interessante pra mesa.

No jogo, o sol será um fator determinante para o crescimento das árvores e espalhar sementes nos lugares certos, evitando sombras, fará suas árvores crescer mais e dominar o tabuleiro. O jogo envolve controle de área e colocação de peças, com um tema bem leve e talvez não muito profundidade temática, como é comum nos jogos da Blue Orange.

PROFESSOR EVIL AND THE CITADEL OF TIME

Prefessor Evil and The Citadel of Time, dos designers Matthew Dunstan e Brett J. Gilbert (de Elysium e Pyramids), coloca os jogadores em um jogo cooperativo em que diversos itens ao longo das eras, passadas e futuras setão sendo roubadas. Os jogadores irão enfrentar o Professor Evil e recuperar esses itens antes que o mesmo os coloque em um local inacessível, se infiltrando dentro da mansão do vilão. O jogo tem um tema interessante e divertido, ao mesmo tempo que em que parece ser leve e pode ser jogador por crianças a partir dos 8 anos.

As mecânicas do jogo parecem term gestão de mão, seleção de cartas e rolagem de dados, aliados à decisões em conjunto pela equipe de jogadores que devem vasculhar os cômodos da mansão em busca dos itens roubados pelo Prof. A Funforge é reconhecida pelo seu capricho na arte e nos componentes dos jogos, casos de Tokaido e de Quantum. Aqui não é diferente. A arte do jogo e o visual do tabuleiro estão incríveis, despertando a atenção mesmo antes de se saber mais sobre o jogo.

SUMMIT: THE BOARD GAME

Summit é um jogo de sobrevivência que pode ser jogado solo, competitivo ou cooperativo, o que dá uma enorme rejogabilidade ao jogo. O jogo recria a escalada de uma perigosa montanha com uma ou mais equipes de aventureiros que irão ter que superar diversos desafios para chegar ao cume. Os jogadores terão que gerenciar seus recursos como água e comida e poderão facilitar o caminho dos oponentes, ou prejudicá-los, mas isso também irá influenciar nos seus pontos ao final do jogo.

O jogo foi financiado via Kickstarter e teve bem pouca repercussão, mas agora que está próximo a seu lançamento ele tem chamado mais a atenção. acredito que pelo ótimo visual, pelos mix de diversas mecânicas que parece terem funcionado muito bem juntas, e também pela versatilidade do jogo. O jogo comporta de 1 a 6 jogadores e pode demorar até 3 horas, mas parece recompensar com uma jogabilidade inovadora e muitos, muito componentes.

THE RUHR: A STORY OF COAL TRADE

Segundo jogo da série que envolve a história do carvão ao longo dos tempos, The Rurh é do designer Thomas Spitzer e continua o jogo Haspelknecht, situado agora no século 18. A região do Vale de Rurh é a mais populosa da Alemanha e também a maior zona industrial do país — e é onde se encontra cidade de Essen, onde acontece a maior feira de jogos analógico do mundo. A região se desenvolveu às margens do rio de mesmo nomes e através das fábricas que usavam carvão.

No jogo, somos comerciantes de carvão que devem superar os desafios da região e transportar, ao longo do rio, as mercadorias que são essenciais para as fábricas da região no auge da Revolução Industrial. O jogo envolve alocação de trabalhadores e pegar e entregar, com visual bem bonito e com cara de euro pesado.

VIRAL

Enquanto em Pandemic os jogadores se unem para enfrentar uma série de vírus que estão se espalhando pelo mundo, em VIRAL os jogadores encarnam os vilões. Cada jogador é um vírus que tenta infectar o organismo de um hospedeiro. O jogo é dos designers portugueses Gil d’Orey e Antonio Sousa Lara, de jogos como Panamax, City of Spies e Vintage, e a arte é do incrível Mihajlo Dimitrievski, que ilustrou jogos como Raiders of North Sea e Valeria Card Kingdoms.

Com todo esse know-how, é de se esperar que VIRAL seja um sucesso, principalmente tendo um visual bem divertido. O jogo tem controle de área e jogadores com diferentes habilidades, entre outras mecânicas. Os jogos com temas envolvendo o universo da biologia estão ficando cada vez mais em alta, e bastante interessantes (tem dois só nesta lista).

WASTELAND EXPRESS DELIVERY SERVICE

Em Wasteland Express Delivery Service os jogadores são mercadores em meio ao caos pós-apocalíptico na melhor pegada Mad Max que você possa imaginar. Além de ter que fazer sua rota e prestar os serviços de entrega que dão o (longo) nome ao jogo, você terá que lidar com ladrões, com as diferentes facções de sobreviventes e gerenciar tudo isso, além de precisar de caminhões, pilotos e locais de armazenamento.

Ok, nenhuma novidade, certo? O jogo tem uma cara de Raid & Trade, com um pouco de Saltlands. Mas acredito que o jogo ganha no aspecto visual, na arte bem suja e realmente com cara de algo pós-apocalíptico, além das miniaturas dos caminhões de transporte serem um misto de futuristas e funcionais para enfrentar a dureza do deserto. Wasteland me parece misturar o pick and delivery com um jogo de sobrevivência, o que dá um ar meio inovador e interessante pro jogo.

WHISTLE STOP

A Bezier Games tem apostado bastante em jogos com temas interessantes e jogabilidade inteligente e tem feito sucesso com isso. Alguns exemplos de jogos da editora são Suburbia, Castles of Mad King Ludwig e recém lançado Colony, que teve boa aceitação ano passado. Com Whistle Stop a editora se junta ao designer Scott Caputo e aposta num euro médio que deverá ser um dos melhores do ano.

O jogo é uma transformação da ideia de jogos de pegar e entregar, com colocação de peças, que remete ao excelente Railways of the World e à série de jogos 18XX. Os jogadores controlam companhias férreas e devem entregar mercadorias ao longo do caminho, enquanto constroem as ferrovias. Porém, o jogo apresenta algumas novidades dessas mecânicas que merecem ser observadas. Minha aposta é que Whistle Stop seja o grande sucesso da Gen Con esse ano.


Além de todos esses, cerca de 500 outros títulos estarão no evento com suas editores e designers, seja como lançamento ou mesmo como demonstração do jogo. Para conhecer mais sobre outros jogos, o BoardGameGeek tem uma lista super bacana com um preview de todos eles que você pode acessar aqui.