MIT lança aceleradora e promete mudar o mundo com alta tecnologia

MIT, o Massachussetts Institute of Technology, resolveu dar mais um ousado passo ligado à missão basilar da instituição: mens et manus, mentes e mãos trabalhando juntas — não somente pensar, mas também construir. E essa notícia vem fresquinha dos contatos que a Wylinka possui com a região (inclusive, a presidente da Wylinka está nesse momento no Massachussets Technology Transfer Center absorvendo boas práticas sobre transferência de tecnologia para aplicarmos no Brasil). Já falamos bastante do grande exemplo que é o MIT quando o assunto são os ecossistemas de inovação e o papel da universidade, como escrevemos nesse post sobre a UFMG, e agora a proposta é construir uma aceleradora — com investimento, rede, mentoria — com altíssima densidade tecnológica, perfil reconhecido na instituição.

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A notícia é em primeira mão e o anúncio foi feito essa semana, trouxemos pra vocês o discurso de lançamento e, no final do post, um trecho do email enviado pelo reitor/presidente do MIT contando a novidade para o pessoal da instituição. O vídeo de lançamento mostrou para que o projeto veio, com o seguinte texto compondo a chamada:

Em Massachussetts, nós sabemos uma coisa ou outra sobre ideias revolucionárias. E no MIT, nós sabemos uma coisa ou outra sobre inovação e empreendedorismo. Juntas, as universidades, comunidades e indústrias da Grande Boston têm transformado essa região em um dos mais quentes ecossistemas de inovação do planeta. Um local que é casa de tudo — desde as companhias mais dinâmicas e com pensamento de fronteira até as startups que beliscam seus calcanhares.
Mas nós e outros inovadores da região começamos a pensar: e se fossemos além? E se nós conseguíssemos reduzir o tempo que leva para ideias que mudam o mundo saírem da bancada do laboratório para o mercado? E se conseguíssemos ajudar empreendedores a encontrar suporte para encarar os mais difíceis desafios? Acelerar o crescimento das mais resistentes tecnologias para resolver os mais resistentes desafios? O que poderíamos construir para fazer disso uma realidade?
Nós construímos uma aceleradora para ajudar startups ambiciosas a sair do conceito para a empresa, do protótipo para a produção. Nós forneceremos suporte financeiro para inovações que requerem maior intervalo de desenvolvimento. E nós estabelecemos uma rede conectando os ecossistemas de Cambridge e Boston, além de compartilhar equipamentos vitais, makerspaces e talento diversificado.
Nós reunimos nossos colegas de toda a região e, juntos, podemos fazer um maior aporte financeiro. Nós iremos dar a garantia que usaremos nossa energia, nossos cérebros e nossas capacidades técnicas para empurrar os limites do possível. Nós construiremos um novo tipo de aceleradora, uma tão potente quanto as tecnologias que irá desenvolver. Uma tão revolucionária quanto as ideias que irá apoiar.
Para fazer tudo isso, nós iremos construir um motor. (The Engine — que significa O Motor em português — é o nome do programa)

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No email à comunidade do MIT, o reitor/presidente da instituição reforçou:

We designed The Engine in response to a frustration we heard repeatedly from faculty, student and alumni entrepreneurs as well as corporate leaders: that while venture capital (VC) funding works beautifully for start-ups that can reach market profitability, IPO or buyout in three to five years, it is not as well geared to support breakthrough technologies built on new science and engineering, which typically take more time.
Today, innovators in fields like energy, manufacturing, robotics, biotech and medical devices often find it extremely difficult to secure the sustained funding, space, equipment, expertise and networks to fully develop their technologies; this struggle itself can needlessly prolong the development process, stretching it to a decade or more. All too often, “tough-tech” entrepreneurs never find sufficient support, which discourages others from trying, a dynamic that leaves many promising ideas stranded in the lab.
MIT’s mission statement directs us not only to “advance knowledge” and “educate students,” but also to bring “knowledge to bear on the world’s great challenges.” If we hope to deliver serious technological solutions to urgent global challenges — like clean water, climate change, sustainable energy, cancer, Alzheimer’s, infectious disease, and more — we need to make sure the innovators working on those problems see a realistic pathway to the marketplace. The Engine can provide that pathway by prioritizing breakthrough ideas over early profit, helping to shorten the time it takes these ventures to become “VC-ready,” providing local space and comprehensive support in the meantime, and creating an enthusiastic community of inventors and supporters focused on delivering new science-based innovation to make a better world.

Estamos super empolgados com a notícia, especialmente porque o MIT é sempre nossa principal referência quando fazemos trabalhos de transferência de tecnologia, empreendedorismo na universidade e temas relacionados à ciência aplicada! Pra melhorar, separamos um livro sobre o ecossistema do MIT que sempre usamos na Wylinka: Entrepreneurial impact: The role of MIT (clique para baixar)

Esperamos que tenham gostado da novidade tanto quanto a gente! Você pode ver mais do projeto no site oficial do projeto. Acompanhe-nos no facebook também, because when you rock, #wyrock!

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