Um ‘eu’ ilhado

Por vezes sinto-me ilhado. Apreendo certa abstração de tal forma que fogem-me os meios de me comunicar e de me fazer entender.

Tudo tão subjetivo, relativo e obscuro.

Perco a motivação de tentar eslarecer e desenvolver qualquer assunto sabendo que cairão nos entraves da linguagem. Palavras não dirão muita coisa e nem serão o que eu realmente quero dizer, se é que sei o que quero falar.

Em alguns momentos elas nem mesmo me vêm mais à cabeça.

O sentimento de uma ilha vazia flutuando no nada.

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