Ativistas mobilizam petição para acabar com violência policial em manifestações

Foto: Fernando DK/Democratize

Petição lançada pela organização Minha Sampa tem como objetivo pressionar o Tribunal de Justiça de SP, para manter decisão que restringe o uso de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo pela polícia em manifestações.

O Minha Sampa lançou nesta semana uma petição para pressionar o Tribunal de Justiça de São Paulo, com objetivo de parar com a violência policial durante manifestações populares.

O TJSP deverá decidir no dia 12 de abril (terça-feira) se mantém a decisão que restringe o uso de bala de borracha e bombas de gás lacrimogêneo pela PM de São Paulo em manifestações, além de determinar que todos os agentes estejam identificados e que a PM elabore uma norma clara e pública, baseada em parâmetros internacionais, que regule o uso da força nesses atos.

Em menos de 36 horas, mais de 7.500 pessoas assinaram a petição neste link. A decisão sobre a manutenção ou não dessa liminar depende dos desembargadores Maurício Fiorito, Camargo Pereira e Antônio Carlos Malheiros.

Só neste ano, duas manifestações do Movimento Passe Livre foram brutalmente reprimidas pela Polícia Militar, que com carta branca da Secretaria de Segurança Pública do Estado, agiu de forma desproporcional contra manifestantes e imprensa.

Veja os vídeos abaixo:

Em ambas as manifestações jornalistas ficaram feridos. No segundo ato promovido pelo Passe Livre em São Paulo, no dia 12 de janeiro, o fotojornalista e co-fundador da Agência Democratize, Francisco Toledo, ficou ferido após uma bomba de efeito moral explodir próxima de sua perna. Estilhaços entraram na batata da sua perna direita, sendo encaminhado posteriormente para o hospital. Até hoje uma parte desse estilhaço permanece na perna.

Já em outra manifestação do MPL, o fotógrafo Juliano da TVDrone também foi atingido por bombas de efeito moral. Sua perna ficou debilitada, com queimaduras de segundo grau.

No ano passado, estudantes secundaristas foram o alvo da vez da brutalidade policial em São Paulo. Nas escolas ocupadas e nas manifestações de rua, a violência da PM acabou tornando impraticável o projeto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de reorganização escolar, fazendo com que o governo recuasse, diante da repercussão negativa das cenas de violência contra os estudantes. Sua popularidade chegou a despencar por conta disso, como aponto o Datafolha em dezembro do ano passado.