Manifestações devem fazer o Rio ferver durante abertura das Olimpíadas

Protesto contra Temer no dia 31 de julho, no Rio de Janeiro | Foto: Rapha Silva/Democratize

A própria Polícia Militar prevê mais de 15 mil pessoas em um dos atos, liderado pela frente Povo Sem Medo, contra os Jogos Olímpicos e também contra Michel Temer (PMDB). Porém, outras manifestações devem acontecer ao mesmo tempo em locais diferentes da cidade.


Será uma sexta-feira (5) de manifestações na cidade do Rio de Janeiro, palco da abertura dos Jogos Olímpicos deste ano.

Pelo menos três grandes manifestações públicas no Rio já estão marcadas — sendo a quarta na cidade de São Paulo.

Organizado pelo grupo ‘Periferia Revolucionária’, mais de mil pessoas confirmaram presença no ‘Grande Ato Contra as Olimpíadas’ em São Paulo, às 17 horas no vão livre do Masp.

Já no Rio, o grupo ‘Os Jogos da Exclusão’ convocou protesto para a Praça Saens Peña, às 14 horas, com mais de 2,3 mil pessoas confirmadas. Outro protesto organizado por grupos autônomos foi convocado, com mais de 4 mil presenças confirmadas, mas sem local específico de ponto de encontro. O protesto convocado pela frente Povo Sem Medo foi marcado para às 11 horas da manhã, em frente ao Copacabana Palace. Além dos Jogos Olímpicos, neste ato em específico um dos alvos é o presidente interino Michel Temer (PMDB). Grupos sindicais e movimentos sociais fazem parte da composição da frente.

Foto: Bárbara Dias/Democratize

Já as forças responsáveis pela segurança dos Jogos possuem outro número, prevendo pelo menos 7 manifestações espalhadas pela cidade contra os Jogos e o presidente interino.

Outra manifestação, mais diferenciada, está sendo organizada pelo próprio público que acompanhará a abertura dos Jogos Olímpicos, no estádio do Maracanã. Gritos contra Michel Temer foram “planejados” em três momentos: após o Hino Nacional, durante e após o pronunciamento do presidente interino e após a participação da cantora Elza Soares.

Os eventos nas redes sociais estão sendo monitorados não apenas pelas forças de segurança, como também pela equipe do governo em Brasília, que teme uma repercussão negativa na mídia estrangeira.

Outro receio é a possibilidade de casos de violência durante os protestos no Rio de Janeiro — principalmente na Praça Saens Peña, que fica próximo do estádio do Maracanã. A tendência é que a Polícia Militar não permita que o grupo de manifestantes chegue próximo do estádio ou das vias que os turistas e torcedores devem usar para chegar ao local.

Situação parecida aconteceu no jogo de encerramento da Copa do Mundo em 2014, quando uma manifestação ocorreu no mesmo local, e não conseguiu sair do ponto de concentração. Na época, policiais militares cercaram cerca de 500 manifestantes, agredindo jornalistas até mesmo da mídia estrangeira, e prendendo dezenas de pessoas.

Policial cerca manifestantes durante protesto contra a Copa do Mundo em 2014, durante seu encerramento no Rio | Foto: Francisco Toledo/Democratize