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Apr 26, 2016 · 2 min read
Foto: Felipe Paiva/RUA Foto Coletivo

Em nota, movimentos e sindicatos afirmam que a população deve construir, a partir do dia 28 deste mês, uma “comuna permanente” na Praça da República, em Paris, contra a nova lei trabalhista do governo francês.

“Uma greve renovável, uma ocupação renovável, é disso que precisamos”, começa a nota escrita por diversas organizações e movimentos estudantis da França, divulgada nas redes sociais e publicada no site de esquerda lundimatin.

Desde a metade de março, a sociedade francesa se mobiliza com ocupações espontâneas e manifestações contra a nova lei trabalhista do governo. Uma greve geral eclodiu a partir do dia 28 de abril, e as paralisações ainda afetam alguns setores públicos da França. Universidades também seguem ocupadas em uma mobilização que já ganhou até nome: NuitDeBout (Noite em Pé).

“É hora de transformar a Praça da República em um lugar fortificado em defesa dos trabalhadores”, convocam os movimentos. “Traga pregos, parafusos, martelo, serra, tudo o que puder para construir um verdadeiro forte”. A nota convoca uma ocupação permanente na Praça da República em Paris, onde já ocorrem semanalmente manifestações contra a medida do governo. A proposta de “Comuna” foi alinhada de forma coletiva, entre sindicatos, movimentos estudantis e autônomos ligados ao movimento anarquista francês.

“Se você tem um caminhão, pegue um sofá, móveis, o que você encontrar para tornar a praça a sua casa. É hora de vasculhar sótãos e garagens, e aos poucos vamos construindo na Praça da República a nossa Comuna, como alguns já estão chamando.”

Foto: Felipe Paiva/RUA Foto Coletivo

O chamado ainda pede que os manifestantes levem equipamentos para defesa contra uma possível repressão policial: capacetes, joelheiras, cotoveleiras, e até mesmo máscaras de esqui e limões por conta do gás lacrimogêneo.

“É hora de chamar todos e acreditar. Diremos para a polícia que não iremos desocupar. Diga a todos que ainda não vieram [para a Praça da República] que é a última oportunidade de mudar o país. Ficaremos juntos. Beberemos juntos. Dividiremos as camas juntos. Iremos respirar o gás lacrimogêneo juntos. Resistiremos juntos”, finaliza a nota.

Pelo Twitter, a mobilização na França repercute mundialmente.

Veja as matérias publicadas pelo Democratize sobre a mobilização na França contra a nova lei trabalhista:

> Franceses continuam nas ruas e parando as fábricas em mobilização histórica

> Na França, população mobiliza ocupações, protestos e greve geral

Veja o vídeo produzido pelo brasileiro Felipe Paiva em Paris, para o Democratize.

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