Sobre a diferença entre protesto e vandalismo

Foto: Reprodução/Google

Segunda-feira, na sessão de vereadores da Câmara Municipal de Itu, um homem atirou uma 2 garrafas de água (suja) na plenária. Logo após isso atirou várias ‘notas’ nos vereadores e os chamou de vendidos, “todos vendidos” bravejava! Foi preso.

O ato foi simbólico, e não ofereceu risco a ninguém (vereador ou munícipe que estavam lá), no máximo deu trabalho pra faxineira que teve que secar e limpar o local (da água suja da torneira) após o ato.

Até aí, democracia oras! Estão fazendo um protesto, nada mais. O rapaz já é conhecido por fazer manifestações assim na câmara e por gostar de câmeras, que escutam o que ele tem pra dizer. SÓ QUE NÃO.

O vereador que presidia a sessão era o Olavo Volpato. Parça: Cara que já foi prefeito na época da ditadura militar, ex ARENA, que bravejava também após o ato: “pra delegacia de polícia!”, “cadeia” e não deu A MÍNIMA para o quê o manifestante quis dizer. Deixou bem claro: Não quer democracia na câmara.

Foto: Reprodução/TV Tem

A Câmara Municipal de Itu obteve, em 2015, o pior resultado entre os legislativos das cidades da região em um levantamento do Ministério Público sobre transparência. Mostra que não aprendeu nada em 2016.

Os mesmos vereadores que votaram pelo aumento do próprio salário, votaram contra a CPI da Águas de Itu na época do escândalo da falta de distribuição de água, não têm moral pra falar que manifestante algum merece cadeia.

Haviam 13 para prender lá dentro, mas optaram por prender só um, lá fora.


Texto por Sérgio Christo, ativista na cidade de Itu, interior de São Paulo