Mãe, me ajuda nessa crise

Mãe, eu não quero levantar. Meu corpo parece preso a essa cama e o sinto pesado, não consigo me colocar sob meus pés.

O que esta acontecendo? Meu relógio já despertou, você também o ouviu e não consigo me mover. Apenas penso. Penso demais, meu Deus, como penso! Estou te dizendo isso e você me questiona sobre o que penso mas não há uma forma simples de explicar. É tudo.

Tudo se bagunçando tão depressa em minha mente, tudo parece balançar a frente dos meus olhos e logo só enxergo borrões. Você virou um borrão.

Mãe, eu não quero chorar, mas já estou chorando.

Estou soluçando.

Sinto meu peito doendo e meu coração saltando em ritmos alternados. Não consigo descrever para você a sensação que estou sentindo em meu braço esquerdo, acho que ele formiga. Ou dorme.

Mãe, eu queria ter dormido bem essa noite, mas não dormi. Agora não sei o que faço com o desespero que me invadiu, sem delicadeza.

Não consigo respirar. Todo o ar que tento puxar parece insuficiente e todo o ar do meu peito parece escasso.

Você esta me puxando para perto e deitando minha cabeça em seu colo, me acariciando e pedindo a Deus para ter misericórdia da sua filha, mas isso também machuca.

Porque mãe, te machuco quando deixo me ver assim.

Lhe peço desculpas como se fizesse sentido para você tanto quanto faz para mim.

Me perdoe.

Mãe, eu quero me acalmar, mas mesmo que com poucos minutos a crise me dê uma trégua a minha mente não sai do inferno.

Mas obrigada por tentar me tirar de lá.

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