A informação mais importante de 2018

As suas promessas de ano novo são mesmo suas?

Promessas de ano novo são um clássico. Talvez você não tenha anotado no papel, ou contado para alguém, mas provavelmente já pensou em algumas coisas que deseja conquistar ao longo dos próximos doze meses.

Normalmente esses desejos são relacionados à:

  • Ganhar dinheiro (abrir um negócio, conseguir um emprego, ser promovido);
  • Mudanças no corpo (perder peso, ganhar músculos, fazer uma cirurgia…);
  • Sair da casa dos pais (ou sair do aluguel);
  • Ser aprovado no ENEM;
  • Viajar (de preferência para outro país)
  • Encontrar um(a) namorado(a).

Todos esses são objetivos válidos, e podem melhorar a vida de quem os conquista. Mas precisamos nos questionar se a vontade de realizar uma dessas metas, ou até mesmo alguma outra menos comum, é algo que nos pertence de verdade, ou apenas assumimos que esses são bons ideais, por vermos eles sendo repetidos pela família, amigos e meios de comunicação.

Ganhar dinheiro e suas várias vertentes — ser promovido, ser contratado, passar em um concurso, abrir o próprio negócio, dentre várias outras — talvez não faça muito sentido, se você não sabe para que esse dinheiro servirá.

Depois de um certo ponto, quando temos abrigo, comida, contas pagas e um extra para o fim de semana, mais dinheiro não é garantia de mais felicidade. Ainda assim é comum depositarmos expectativas nele, por ser de medida fácil em números. O problema é que esse mais costuma ser uma armadilha, afinal números são uma medida infinita.

Mudanças no corpo, seja através de exercícios, alimentação, ou até mesmo cirurgia, são sempre bem vindas quando trazem mais saúde e energia. Por outro lado, buscar essas mudanças para conseguir atender alguma expectativa relacionada à própria beleza costuma ser uma armadilha tão atraente quanto a do dinheiro — sempre vai haver alguém com uma cintura menor,um bíceps maior ou um nariz mais fino que o nosso.

Tirar uma boa nota no ENEM, sair da casa dos pais, conseguir um(a) namorado(a) também são conquistas valiosas, mas boa parte das pessoas encara elas como necessidades, quando são apenas opções. Você pode entrar na faculdade, ou não. Sair da casa dos seus pais, ou não. Estar com alguém, ou não.

Até mesmo as metas “alternativas” como trabalhar pela internet, viajar para o sudeste da Ásia e se tornar uma pessoa espiritualizada podem nos enganar — pensamos que estamos livres de querer o que os outros esperam que a gente queira, quando na verdade estamos apenas confiando nossos desejos à pessoas diferentes.

Saber a diferença entre quais são os nossos desejos reais, e o que parece ser nossa vontade, mas está em nossa cabeça apenas por insistência e expectativa da família, dos amigos, da mídia ou das pessoas que seguimos nas redes sociais talvez seja a informação mais importante de 2018.

De outra forma, é possível prometer que vai ter uma conta bancária recheada, um corpo “ideal”, um namorado perfeito e uma nota 1000 no Enem, conquistar tudo isso, e ainda assim chegar no fim do ano sentindo frustração e angústia.


Espero que o seu ano seja carregado de conquistas verdadeiramente valiosas, não as que se fundamentam em expectativas e ideias alheias, mas aquelas que farão seus olhos brilharem e seu coração disparar. Ótimo 2018!